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RosaLuxemburgoRosa Luxemburgo: Um exemplo de luta!

A 15 de Janeiro de 1919, a revolucionária marxista Rosa Luxemburgo, era assassinada com o seu camarada de diversas lutas, Karl Liebknecht, no decorrer da participação de ambos na insurreição de Janeiro, de 1919, na cidade de Berlim, na Alemanha. Este vil e bárbaro crime cometido contra dois corajosos lutadores pela emancipação do proletariado internacional, foi encomendado por dirigentes afectos ao Partido Social Democrata Alemão, tendo o crime sido executado por forças paramilitares fascistas, e que posteriormente integrariam as tropas SS de Adolf Hitler. Hoje, dia 15 de Janeiro de 2021, completam-se 102 anos da sua morte, de uma mulher que ousou lutar, mesmo em momentos particularmente difíceis, e onde por vezes esteve em minoria. Rosa Luxemburgo, nasceu a 5 de Março de 1871, na Polónia Russa, de ascendência judia. Alguns anos mais tarde Rosa Luxemburgo adoptou a nacionalidade alemã.

Em 1913, Rosa Luxemburgo publica a sua obra mais importante de economia política “A Acumulação do Capital”, onde elabora uma teoria acerca do imperialismo.

Rosa Luxemburgo foi desde sempre aquilo que deve ser uma revolucionária mulher. Em 1914, Rosa Luxemburgo opõe-se terminantemente à primeira grande guerra mundial, em simultâneo com outros dirigentes da II internacional, como por exemplo: Lenine, Julius Martov e Christian Rakovsky. Pela sua oposição à primeira guerra mundial, Rosa Luxemburgo passa o período de guerra presa, uma temporada deveras difícil para esta revolucionária, durante o tempo que esteve presa redigiu uma série de cartas, publicadas em diversas línguas sob o nome de “Cartas de Prisão”. Aquando da sua libertação, participa entusiasticamente na Revolução Alemã, ao passo que escreve inúmeros artigos no jornal “Bandeira Vermelha”.

Entre as suas obras destacam-se “Reforma ou Revolução”; “O Socialismo e as Igrejas”; “Greve de Massas, Partidos e Sindicatos” e a “Revolução Russa”.

Os corpos de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht descansam no Cemitério Central de Freidrichsfelde, onde todos os anos vários marxistas se deslocam até lá e homenageiam com combatividade revolucionária o legado destes dois mártires da causa imortal do comunismo e da luta por uma sociedade sem classes, e verdadeiramente livre da grotesca relação de patrão e empregado.

Ousemos seguir o exemplo revolucionário de Rosa Luxemburgo!

15Jan2021

José Afonso  Lourdes      
(Redactor do Luta Popular)

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