Partido

Evocar o camarada Arnaldo Matos deve servir para preparar a
Revolução Comunista!

Mesa2Para assinalar um ano sobre o desaparecimento físico do fundador, dirigente e ossatura ideológica do PCTP/MRPP, o nosso querido e saudoso camarada Arnaldo Matos, decidiu o Comité Central do Partido levar a cabo uma Sessão Evocativa da sua acção comunista e da sua luta pela refundação do Partido Comunista Operário, vanguarda da luta pela destruição do modo de produção capitalista, por uma sociedade sem classes e livre da escravatura assalariada, sessão que decorreu durante todo o dia de sábado, 22 de Fevereiro.

Foi nomeada uma Comissão para preparação e organização da Evocação do camarada que, durante um mês, com empenho, mobilização,  unidade, motivação e inteligência desenhou e concretizou todo o plano de acção que tinha sido estabelecido, tendo por base uma Linha Política clara, coesa, comunista.

Para o efeito foi montada uma exposição sobre a vida e o percurso do Partido, desde a sua fundação até à actualidade, abordando temáticas que iam desde a luta operária e camponesa, até à luta estudantil e a luta anti-colonial, passando pela fundação do PCTP/MRPP, até ao apelo ao boicote das eleições para a Constituinte nas quais o Partido foi impedido de concorrer, exposição que teve lugar na Sala de Leitura Clodomiro Alvarenga, cedida pela Junta de Freguesia de Arroios, em Lisboa.

PublicoDezenas de camaradas, militantes e simpatizantes, bem como amigos do Partido, oriundos de várias regiões do país – Porto, Lisboa, Setúbal, Castelo Branco, Viseu, Aveiro, Beja, Seixal, Madeira, Açores – responderam afirmativamente à convocatória, tendo sido acolhidos, logo à entrada,  por um grande painel que reflectia a grande paixão do camarada pela natureza, pela ecologia e pela beleza e uma grande faixa vertical com a fotografia do camarada Arnaldo Matos, estrategicamente colocada como que a acolher os seus convidados.

Num outro painel, os tuítes do camarada a propósito de um tema que está actualmente no centro da discussão – a eutanásia – e onde este afirmava a sua firme oposição à lei que agora foi aprovada. Ao lado, uma gigante mesa oval onde, para além de livros, jornais, revistas como o Tempo e o Modo e outras publicações que marcam a história do PCTP/MRPP que podiam ser manuseadas, vistas e consultadas, se encontravam disponíveis outras publicações que poderiam ser adquiridas por quem o quisesse.

O camarada Arnaldo Matos, que sempre foi avesso a homenagens, indicou-nos, em mais de uma ocasião, o caminho a seguir. Uma homenagem, uma evocação, devem constituir um momento de balanço para preparar a acção proletária e comunista e não uma lamechice pequeno-burguesa, paralisadora e  inútil.

Foi coPedroPachecom esse espírito, aliás, que se tomou a decisão de editar – com grande esforço devido à situação financeira em que o Partido se encontra, por causa de uma gestão caótica levada a cabo pela linha liquidacionista que continua instalada no seu seio – dois importantes livros.

O primeiro, trata-se de um documento teórico fundador do MRPP – “Reorganizar o Partido Revolucionário do Proletariado” –, editado três meses após a fundação do Partido pelo seu Órgão teórico – o “Bandeira Vermelha” –, que habilita os militantes e simpatizantes do Partido a um melhor conhecimento do movimento operário em Portugal e, sobretudo, qual a situação política que levou à necessidade de fundar o MRPP. Um documento que se revela de uma impressionante actualidade.

O segundo documento, que complementariza na perfeição aquele primeiro, é a reprodução de uma palestra dada pelo camarada Arnaldo Matos, em 18 de Março de 2000, e que constituiu um importante passo clarificador para o III Congresso do PCTP/MRPP, que se realizou nos dias 15 e 16 de Abril do mesmo ano. Nele já o camarada Arnaldo Matos manifestava a sua preocupação e enfoque no estudo das questões económicas que emergiram das revoluções Socialista de Outubro, na URSS, e de Democracia Nova, na China.

PreocupaçJoseCruz2ões que viria a aprofundar mais tarde nas “Teses da Urgeiriça”, um documento de importância determinante, quer para o movimento comunista em Portugal, quer para o movimento comunista internacional porque, não só elenca os erros que foram cometidos, como indica à classe operária e aos comunistas qual o caminho, a Linha Política, que devem seguir para que a Revolução Comunista seja bem sucedida.

Da parte da tarde, e numa sala contígua ao Salão Nobre da Sala de Leitura Clodomiro Alvarenga, que se encontrava repleta de militantes, simpatizantes e amigos do Partido, houve momentos de poesia e música, protagonizados pelos camaradas João Morais, Viriato e Pedro Pacheco, Secretário Regional do Partido nos Açores.

Na mesa dos oradores, a camarada Cidália Guerreiro, do Comité Central do Partido, teve à sua responsabilidade fazer a ligação entre os diversos oradores e, mais do que isso, sublinhar quais os objectivos da evocação, tanto quanto à consolidação da unidade que deveria sair do evento, como quanto à mobilização para a acção comunista e operária que se lhe deveria seguir, mormente as tarefas que nos aguardam para que o I Congresso Extraordinário do Partido, marcado para o próximo dia 18 de Setembro de 2020 – data em que se assinala o 50º aniversário do PCTP/MRPP – para que se cumpram os propósitos e objectivos para os quais o Comité Central decidiu convocá-lo.

Os camaPublicoAInternacionalradas João Morais, do Porto, o camarada Luis Júdice, de Lisboa e o camarada José Afonso dos Açores, assentaram os seus discursos, sobretudo nos temas dos dois livros agora reeditados pelo Partido. Precisamente para enfatizar a necessidade de se conhecer a história do  movimento operário em Portugal, a necessidade de refundar o Partido Comunista Operário e de se adoptar uma Linha Política revolucionária, assente numa correcta linha de massas e numa procura de unidade com princípios.

Uma evocação que teve o condão de demonstrar que o Partido está vivo, atrai cada vez mais jovens que o poderão renovar e que, promovendo a discussão política e o estudo, certamente conseguirá construir uma Linha Política que lhe permita  ser a vanguarda pela qual anseia a classe operária e os trabalhadores para os conduzir à sociedade comunista.

23FEV2020

LJ

pctp

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