Partido

RAA, 18 de Novembro de 2019


Camaradas


Não é de abandonos nem de demissões a memória da preclara e poderosa passagem do camarada Arnaldo Matos pela modelação do corpo da história nacional e internacional contemporânea e não menos da memória do devir humano.

As suficiências da presença do camarada Arnaldo Matos teóricas e ideológicas no nosso seio temo-las hoje no que deixou escrito e nos demais testemunhos da sua vida que em nós guardamos ou que acedemos na ampla documentação em boa parte ainda por organizar – precioso esteio para as insuficiências que há que vencer aprofundando como ele o fez com a aturada observação, metódico estudo e rigorosa exposição de Marx, a abrangência imensa das intervenções de Lenine, a astuta dialéctica de Mao Tsé Tung e a sempre surpreendente e determinante acção das massas de dentro e de fora do Partido que ele criou e por que se bateu.

Esta riqueza não a devemos nem desprezar nem ocultá-la bebendo nela quanto possa matar-nos a sede de transformação da actual economia de exploração e de alienação numa sociedade sem explorados nem exploradores, sem opressores nem oprimidos, sem humilhados nem humilhadores, sem depredados nem depredadores, sem equivocados nem equivocadores – e o Partido Comunista para o ser deve ser exemplo disso!

No que acima escrevo são elucidativos os quatro textos do camarada Arnaldo Matos justamente escolhidos pelos camaradas do Núcleo Coordenador do Comité Central do PCTP/MRPP na convocatória da reunião do dia 10 de Novembro.

Não os malbaratemos!

Não eliminemos quem fala ou quer falar! Sem células activas não há Partido, não há democracia e muito menos centralismo democrático! Não nos demitamos! Não liquidemos o Partido!


Saudações Comunistas,


Pedro

Partilhar
Está em... Home Partido Carta do camarada Pedro Pacheco