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Policentrismo, um vírus revisionista que corrói a essência de um verdadeiro Partido Comunista Operário!

 

Ocorre hoje, no mundo inteiro, um profundo e extenso debate no Movimento Comunista Internacional – onde não se integram os partidos e movimentos revisionistas – sobre o centralismo democrático e as formas de organização que os comunistas devem privilegiar para assegurar uma maior ligação às massas e encabeçar as suas lutas revolucionárias que têm, como objectivo último, a destruição do modo de produção capitalista e a construção do modo de produção comunista. 

Em Portugal, esse debate mal se iniciou. E é absolutamente vital que se inicie, tanto mais que, ainda em vida do fundador do PCTP/MRPP, o nosso querido e saudoso camarada Arnaldo Matos, mas sobretudo após a sua morte, se instalou no seio do Partido uma corrente que ele, tal como no passado o havia feito Lenine, havia classificado de oportunista e revisionista, a designada corrente policentrista. 

O terreno favorável para que tal corrente mine e enfraqueça o Partido Comunista Operário é o da ausência de uma liderança ideológica marxista forte, coerente, enérgica e dominante, o total alheamento das massas e das suas lutas, a ausência de estudo e discussão política, desde a célula de base ao Comité Central, passando pelas estruturas organizativas intermédias, em que deve assentar a organização comunista e operária. 

Esta corrente policentrista é alimentada pelo tarefismo, pelo basismo, por aquela noção idiota pequeno-burguesa que privilegia a individualidade e o “pensar pela própria cabeça”, como se o conhecimento científico não fosse fruto de uma vivência social e política activa, da qual resulta a consciência da história e, mais do que isso, dos meios e métodos de que os comunistas e os operários se devem munir para a transformar. 

Esta corrente policêntrica, oportunista e revisionista, domina o Partido actualmente. Num quadro em que alguns dos seus dirigentes se demitiu da luta, ou pondera fazê- lo, outros impõem o princípio de centros de poder polifórmicos e chegam mesmo a sugerir que, em vez de se utilizar o Órgão Central do Partido como meio de fazer chegar aos militantes, simpatizantes e elementos das massas as directivas do Partido, as suas análises sobre os fenómenos sociais e políticos que ocorrem no país e no mundo, se devem priviligiar as redes sociais para o fazer. 

É a recusa do centralismo democrático, é a recusa da discussão política séria e leal, segundo os princípios marxistas, àquilo a que se assiste. É um permanente clima de noite das “facas longas”, de cliques que se organizam para “derrubar” o centro – que quase não existe ou, pelo menos, pouca influência tem - e conquistá-lo de forma golpista. A intriga, a malidecência, o assassinato de carácter, a mentira, são as ferramentas a que este tipo de corrente deita mão. 

É por isso que, apesar de reclamarem e concordarem com a realização de um Congresso, esta corrente oportunista e revisionista tudo faz para bloquear a sua efectivação. Porque sabem que, apesar de não ser uma garantia de que tal venha a acontecer, a discussão que precede e acompanha toda a realização de um Congresso de um Partido Comunista Operário, facilita a discussão política e ideológica e favorece a clarificação das duas linhas no seio do Partido – a linha burguesa, revisionista, e a linha operária, comunista. 

15OUT2019                                                                                LJ

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