Partido

O Marketing Eleitoral

 

É cada vez mais evidente que, temerosos de que as suas promessas vãs já não sejam tão bem acolhidas pela classe operária e pelos trabalhadores como foram no passado, os diferentes partidos da burguesia – sobretudo os do chamado “arco parlamentar” – recorrem cada vez mais a especialistas do chamado marketing político para vender a sua banha da cobra. 

Uma prática assente nas técnicas de promoção, venda e merchandising próprias do sistema capitalista – ou sistema de mercado, designação como gostam de iludir o modo de produção capitalista em que este assenta – de evidenciarem o tão bem que sabe o produto que vendem, para escamotear o mal que faz a quem caia na tentação de o consumir. 

É um autêntico regabofe. Segundo dados divulgados pelo site da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, onde estão registados os orçamentos de todos os partidos políticos que concorrem às eleições legislativas do próximo dia 6 de Outubro, o montante estimado de gastos na campanha eleitoral é de 8,1 milhões de euros. Ouviu bem?! 

O campeão da despesa é o PS, seguido do PSD. Dedica cerca de 2,4 milhões de euros para dourar a pílula das políticas que impôs – com a prestimosa cumplicidade e apoio as muletas do PCP, BE, Verdes e PAN – aos trabalhadores e das práticas fascistas e de fura greves que implementou durante o mandato governamental que está prestes a terminar, prometendo sem vergonha que, a ser eleito, o PS fará ainda melhor na próxima legislatura. 

Contam com a possibilidade de os trabalhadores terem fraca memória e se esquecerem de qual foi a prática das famigeradas cativações que alteraram qualitativamente os pressupostos das 4 Leis Gerais do Orçamento que aprovaram em conjunto com as suas muletas, e significaram um descarado roubo do trabalho e do salário, das reformas, do investimento na saúde e na educação, etc. 

Os outros partidos do “arco parlamentar” – PSD, CDS, PCP, BE, Verdes e PAN – são responsáveis por uma despesa em marketing eleitoral de cerca de 5 milhões de euros. O PSD estima dispender 2,05 milhões, seguido da CDU (coligação entre PCP e Verdes) que estima investir 1,2 milhões, do BE, que aumenta de 600 mil euros gastos em 2015 para quase 1 milhão de euros nestas legislativas, do CDS que conta gastar 700 mil euros e do PAN que mais do que quadriplica os seus gastos – 30 mil euros em 2015, contra os cerca de 140 mil que prevê gastar nesta campanha. 

Enquanto estas verbas são divulgadas profusamente pela comunicação social da burguesia, basbaque perante os orçamentos de nababos dos partidos burgueses que se apresentam a estas eleições, como forma de tornar junto do eleitorado, ainda mais convincente a mentira e a falta de vergonha de quem alimenta este circo eleitoral, é escamoteado o orçamento de 18 mil euros apresentado pelo PCTP/MRPP! Um orçamento que assenta essencialmente em contribuições e na recolha de fundos. 

Abriu-se o período da mentira e do engano, das ilusões e traições, a que o circo eleitoral burguês obriga. Gastam-se milhões de euros em campanhas eleitorais, o que constitui uma autêntica provocação a quem trabalha e leva para casa um

salário de miséria!

E quem se sente tentado a consumir as mentiras e balelas que essas campanhas encerram deve questionar-se quanto a quem pagará as mesmas e também quem as financia! …

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