Partido

Costa escolhe Elisa Ferreira para sua comissária


A recompensa dos traidores 

Elisa Ferreira foi escolhida por António Costa e designada pela representante da senhora Merkel e actual presidente da comissão europeia para comissária europeia.

Ainda não tendo sido divulgado o pelouro atribuído a Madame Ferreira, uma coisa é certa: trata-se de uma escolha acertada como justa recompensa pelo elevado papel de traição que a ex-ministra do PS desempenhou enquanto deputada europeia do então partido de Seguro.

Não podia mesmo ser melhor - um partido de lacaios só podia entregar a sua representação na comissão europeia a quem fez questão de estar na primeira linha da venda do país aos interesses do imperialismo germânico.

Com a preciosa ajuda do que então escreveu e denunciou o camarada Arnaldo Matos - o único a fazê-lo corajosamente - lembremos então os relevantes serviços à pátria que esta senhora prestou no parlamento europeu.

Na madrugada do dia 15 de Abril de 2014, Elisa Ferreira submeteu à aprovação do parlamento europeu uma legislação sobre o chamado mecanismo único de resolução dos bancos e o instrumento de resgate interno, mais conhecido por bail in - legislação que acabou por ser aprovada por 584 votos a favor, 80 contra e 10 abstenções.

Este mecanismo, que constitui o segundo pilar da União Bancária e que caracterizámos recentemente no nosso manifesto das recentes eleições europeias, constituiu o instrumento pelo qual a comissão europeia o conselho europeu e o banco central europeu - como se sabe, dominado pela Alemanha - transferiram para o banco central europeu todos os poderes de supervisão detidos pelos bancos dos países do euro e toda a união bancária.

Como então defendia o camarada Arnaldo Matos, "nenhum português digno desse nome devia aprovar esta legislação de última hora sobre a União Bancária. Esta legislação deixa Portugal verdadeiramente sem bancos já que o Estado português não terá qualquer poder político e financeiro sobre os seus bancos".

Mas lá estavam os traidores a fazê-lo: ao lado de Madame Elisa Ferreira alinharam os mesmos (da esquerda à direita, como referiu excitada a imprensa vendida ao serviço de Costa) que agora felicitaram a sua escolha para suceder ao fariseu Moedas.

Socorrendo-nos de novo do artigo do camarada Arnaldo Matos que temos vindo a citar (Como votam os Traidores em Bruxelas e Estrasburgo?, publicado no Luta Popular Online em 16ABR14), vejamos como foi o sentido de voto dos deputados europeus de então – Os deputados do PSD, CDS e do PS votaram entre os carneiros que acompanharam Madame Ferreira; os deputados Marisa Matias, Alda de Sousa e (nessa altura ainda) do Bloco dito de Esquerda, abstiveram-se e a única de dois deputados do PCP presente votou contra.

Mas a pouca vergonha de todo este putedo não acaba por aqui.

Na despedida de Moedas, Costa, de lágrimas nos olhos, mais emocionado do que se fosse a um dos seus comparsas, lançou um enternecedor, embevecido e rasgado elogio ao comissário do PSD, outro traidor que andou por Bruxelas a vender o país, em particular os nossos mares, quando defendeu a entrega dos nossos mares à voragem da União Europeia. (leia-se, a propósito, o artigo do camarada Arnaldo Matos no seguinte link ( https://www.lutapopularonline.org/index.php/editorial/1631-traicao-a-semana-azul-ou-a-entrega-do-mar-portugues-a-uniao-europeia)

CP

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