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Viva a Justa Luta dos Motoristas!

O Partido manifestou, desde o primeiro momento, nos vários artigos publicados no Luta Popular online, o apoio à luta dos Motoristas Viva a Justa Luta dos Motoristasde Mercadorias e de Matérias Perigosas, denunciando as posições reaccionárias e provocatórias de patrões e do governo de Costa e suas muletas: PCP e BE.

Hoje, primeiro dia de greve, o Partido manifestou o seu apoio incondicional a esta justa luta, através de uma Nota à Imprensa, que publicamos, em seguida.

Publicamos também as mensagens de solidariedade e apoio enviadas às direcções do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (S.I.M.M) e Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

http://lutapopularonline.org/index.php/correspondencia/2562-sindicato-independente-dos-motoristas-de-mercadorias

http://lutapopularonline.org/index.php/correspondencia/2563-sindicato-nacional-dos-motoristas-de-materias-perigosas 

PCTP/MRPP APOIA INCONDICIONALMENTE A JUSTA GREVE DOS MOTORISTAS DE MERCADORIAS E DE MATÉRIAS PERIGOSAS E MANIFESTA A SUA FIRME SOLIDARIEDADE PARA COM ESTES TRABALHADORES EM LUTA.

 

Tal como já o manifestou junto das direcções do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas /SNMMP) e Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (S.I.M.M.), o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) desde início que exprimiu o seu total apoio à corajosa e justa luta que estes trabalhadores travam, não apenas contra o mais cavernícola dos patronatos representados pela ANTRAM, como contra as manobras provocatórias, intimidatórias e verdadeiramente fascistas do governo reaccionário do governo de Costa e suas muletas PCP e BE, estes, através da direcção traidora e social-fascista da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FERTRANS), prestimoso braço direito do capanga da ANTRAM e militante do PS Matias de Almeida.

A greve dos motoristas em curso constitui um poderoso exemplo de coragem, combatividade e firmeza para a luta do movimento operário, desde logo por ter arrostado, sempre sem ceder, com uma miserável e nunca vista campanha de chantagem, de ameaças e de intoxicação da opinião pública, por parte de um governo e de um primeiro-ministro que, sentindo-se derrotados, não puderam esconder a sua verdadeira face de inimigos da classe operária e de todos os que trabalham e se recusam a ser explorados e escravos sujeitos a ritmos infernais de trabalho.

Para Costa e os dirigentes patronais do PS, a greve é um direito mas que só pode ser exercido até onde o patrão e o seu governo quiserem e desde que não lhes provoquem muitos prejuízos.

Mas não foi apenas Costa quem mostrou mais uma vez a sua face de demagogo e reaccionário dos quatro costados. Também o presidente da República, que devia preocupar-se em defender a Constituição, não resistiu a evidenciar a sua histórica faceta de fura-greves, colocando-se do lado dos patrões contra os motoristas grevistas, a quem aqui há tempos andou, pelos vistos, a gozar, utilizando-os para as suas iniciativas popularuchas.

Quanto à Inter e ao PCP, têm-se evidenciado de forma aberta e descarada naquilo que sempre foram - verdadeiros traidores da classe operária, colocando-se descaradamente do lado dos capitalistas e exploradores, com eles se bandeando para isolar uma greve que eles gostariam de controlar para a trair.

O PCTP/MRPP opõe-se a toda e qualquer tentativa de o governo usar a requisição civil para reprimir a greve dos motoristas, denunciando desde já a manobra de ter encomendado um parecer a um ministério público que lhe fez o frete, indo ao ponto de interpretar a lei do PCP de Vasco Gonçalves para abrir a possibilidade de uma requisição civil preventiva!!

O PCTP/MRPP também não pode deixar de se opor a qualquer acto de repressão policial e mesmo militar que o governo fascista de Costa tem em preparação contra os grevistas, os quais têm toda a legitimidade para barrar os fura-greves, visto que a decisão de realizar esta greve foi tomada democraticamente por unanimidade em plenário geral de trabalhadores, responsabilizando desde já o governo e Costa pelas consequências que uma intervenção terrorista venha a provocar.

Costa e toda a classe dos capitalistas que ele representa e defende está apavorado com a possibilidade de este exemplo se propagar ao movimento operário nas suas lutas futuras, designadamente, quando se tratar de impor a semana de trabalho das 35 horas.

Daí que já nem se preocupe em respeitar as normas básicas reguladoras dos serviços mínimos ou do horário de trabalho diário das 8 horas.

O PCTP/MRPP conclama a classe operária e todos os trabalhadores que aspiram e lutam por uma vida digna a apoiar e a solidarizar-se com a greve dos motoristas.

 

Lisboa 12AGO19      

                                                                 A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP


 


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