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Um governo derrotado pela luta dos motoristas de matérias perigosas 

Ainda nem sequer a greve anunciada para a próxima 2ª feira, dia 12 de Agosto, pelos mais de 3 mil motoristas, associados do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), teve início e já os trabalhadores impuseram uma demolidora derrota ao governo. 

O PS, coadjuvado pelas suas muletas do PCP, BE e Verdes, tentou, através da jogada da emergência energética e da requisição civil prévia – uma variante ainda mais fascista da Lei dos Serviços Mínimos, proposta e aprovada pelo PCP em 1974, na vigência de um dos governos dessa figura sinistra que dava pelo nome de Vasco Gonçalves – desmobilizar e dividir os trabalhadores, colocando-se de forma ostensiva ao serviço do patronato e da sua associação, a ANTRAM. 

De nada lhes está a valer a miserável manobra arrogante e fascista. Hoje mesmo, a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), veio revelar, através do seu porta-voz, João Reis, que alguns postos de abastecimento por todo o país já assinalam “carências de alguns combustíveis”. 

Na vã tentativa de retirar o impacto da greve à negociação entre os sindicatos que convocaram a greve e a ANTRAM, o governo está a demonstrar a mesma inépcia criminosa que revelou noutras situações, desde os incêndios de Pedrogão a Monchique, até às graves consequências – com mortes registadas – que se registam no SNS, fruto da política de contenção orçamental, expressa nas celeradas cativações impostas por Centeno e Costa. 

A luta dos motoristas de matérias pesadas, no entanto, adquiriu uma dinâmica imparável. No plenário de amanhã, para além de servir para reforçar a unidade entre todos os trabalhadores do sector, deverá de ser reiterada a decisão de se executar o programa de greve e, mais do que isso, serem adoptadas novas medidas que possam contrariar o impacto negativo do ataque soez e fascista que o governo lhes lançou, com o aplauso da associação patronal ANTRAM e das gasolineiras que operam no nosso país. 

Medidas tais como a recusa de serviços complementares, horas extraordinárias e, até, recusa de operações de descarga a que os motoristas de matérias perigosas não deveriam ser obrigados, quer por motivos de segurança, quer por respeito aos tempos de descanso gravemente afectados por virtude do acumular das funções de motorista e de operador de transfega.

 

09AGO2019                                                                                                   LJ

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