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O incêndio em Vila de Rei, Sertã e Mação

Um ministro e um primeiro-ministro cobardes!

Como o camarada Arnaldo Matos denunciou e previu a seu tempo, os verdadeiros responsáveis pelos mortos nos incêndios de Pedrógão Grande Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra de 2017 continuam impunes, e criaram mesmo uma espessa nuvem de fumo de demagogia para escamotear essa sua responsabilidade pela morte de mais de cem portugueses criminosamente tombados há dois anos nas chamas da incompetência e negligência do governo de António Costa.

Um ministro e um primeiro-ministro cobardesEssa nuvem de fumo consistiu, na altura, em atribuir a causa dessas vítimas a circunstâncias atmosféricas particulares e, depois, em fugir para a frente com o embuste de dezenas de propostas e medidas para evitar tragédias futuras.

Ao cabo destes dois anos, para além da grande vitória que, nas palavras do alarve do – não se percebe como - ainda ministro Cabrita, representou o pavoroso incêndio de Monchique e de um cortejo de casos de corrupção com os dinheiros doados pelos portugueses e atribuídos à reconstrução das casas e às vítimas dos incêndios, não se podia esperar outra coisa senão a repetição de situações semelhantes ou próximas das da tragédia de 2017.

Desta vez, confrontado com o falhanço de medidas alardeadas e enjoativamente repetidas à exaustão, não só para a prevenção dos incêndios como no ataque imediato e eficaz às primeiras chamas, o governo e o seu incompetente Ministro Cabrita mostraram-se céleres em atirar as responsabilidades do fracasso da operação de combate ao recente incêndio da Sertã e Vila de Rei, propagado ao martirizado concelho de Mação, para cima do presidente da câmara deste último concelho.

O golpe desta canalha foi idêntico ao do incêndio de Pedrógão e à tragédia de Borba – cuspir para baixo, visar os autarcas e fugir às responsabilidades de quem supostamente devia governar o país e zelar pela vida e segurança dos portugueses.

Mas, desta vez, o ministro foi desbragadamente rápido. Antecipou-se a quaisquer conclusões sobre um incêndio que provocou para cima de um dezena de feridos (o mais grave deles chegado ao hospital 4 horas depois de localizado) e, na iminência de haver mortos, atirou-se imediata e cobardemente ao presidente da autarquia de Mação.

Tudo isto, já se vê, para que o PS não saia chamuscado na campanha eleiçoeira e charlatã em que está empenhado.

Manobra esta em que conta, como sempre, com o precioso e cúmplice silêncio dos seus capangas de esquerda, para além, obviamente, do presidente Marcelo que tantas saudades diz vir a ter de um governo e de uma maioria parlamentar de criminosos como estes.

O povo português não pode depositar qualquer confiança em quem não tem o mínimo rebuço em fingir sentimentos de dor e compaixão e bombardear-nos com descaradas promessas e truques eleitoralistas para sacar o voto do cidadão, no caso, das suas próprias vítimas, e assim continuar a garantir um futuro próspero aos capitalistas e imperialistas de quem são lacaios e meros serventuários.

O ministro Cabrita deve ser imediatamente demitido e o governo responsabilizado pelas consequências dos incêndios que prometeu evitar ou, nos que não conseguisse prevenir, impedir, no mínimo, que causassem vítimas.

23Jul2019

                                                                                                                                       CP

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