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Desde a Nascença, a Cada Vez Mais Indisfarçável Crapulice do BE 

1No comício natalício do BE, realizado há dois dias, a coordenadora do Bloco, criticando a política do PS de prosseguir com o saque do erário público para continuar a proteger os Salgados, Rendeiros, Loureiros, etc., saiu-se com esta pérola:

"Essa elite (financeira) teve no Partido Socialista um aliado ao longo desta legislatura porque sabemos hoje (sublinhado nosso) que se cada voto à esquerda protegeu as pensões e os salários, também sabemos que cada voto no Partido Socialista em 2015 foi usado por António Costa para fazer sobre o sistema financeiro exatamente o mesmo que fez Passos Coelho”.

Leram bem?

Então, o saque ao Orçamento de Estado de 2019 e ao bolso dos trabalhadores de 9.677,8 (nove mil seiscentos e setenta e sete milhões e oitocentos mil) euros (cfr. tuíte do camarada Arnaldo Matos, de 3NOV18) para Costa e Centeno continuarem a salvar bancos falidos, desde o BES/Novo Banco, Banif, BPN, BPP, e safarem os seus responsáveis - que aliás continuam à solta sem que Catarina e outros amigos estranhamente se incomodem com isso -, não se ficou a dever exclusivamente ao BE , ao PCP e aos Verdes, ao aprovarem integralmente aquele Orçamento, todos sabendo que, sem o seu voto, isso nunca teria sucedido?

E as migalhas de uma inexistente protecção das pensões e dos salários (o poder de compra, em 2018, regrediu aos níveis de 2009), reivindicadas pelo BE para justificar o seu voto traidor, não tiveram afinal como contrapartida dar total cobertura legal e política ao governo de Costa/Centeno para roubar anos de serviço aos professores, opor-se à progressão e novas contratações dos enfermeiros, reprimir a greve dos estivadores, liquidar os serviços públicos, com combóios a caírem literalmente de pôdre e o Serviço Nacional de Saúde a romper pelas costuras, etc. ?

Nada disso.

O que Catarina veio agora desvendar foi esta coisa extraordinária e que ninguém no país tinha dado por isso (ela só o soube hoje): é que aquela parte do orçamento do saque das receitas destinado a sustentar um sistema bancário falido, a que se somou o pagamento de mais 7 mil milhões de euros de juros da dívida pública, foi afinal aprovada no Parlamento apenas com os votos favoráveis dos deputados do PS, eleitos no sufrágio eleitoral de 2015!!!

E esta, einh?

Catarina e os anti-capitalistas, socialistas, ecosocialistas, feministas, anti-racistas, internacionalistas (vide tuite da senhora) e - acrescentamos nós àquela definição da Catarina em dia de aniversário - toda a chusma de oportunistas do BE, têm afinal praticado desde o início da legislatura é o mesmo que Marcelo agora invoca para justificar a promulgação que se prepara para fazer do roubo pelo governo de Costa/Centeno dos anos de serviço dos professores - Mais vale pouco do que nada. Mas os professores já responderam a esta política de traição do BE e do PCP/VERDES – Antes zero do que vergar!

Tenham vergonha nessa cara e ponham-se a andar! Não venham agora tentar sacar de novo o voto de eleitores incautos, para continuarem a aprovar os orçamentos da nova Tróica!

Nota

Por já não estar acessível, reproduzimos adiante o tuíte do camarada Arnaldo Matos a que acima nos referimos.

De Como os Bancos Sugam o Orçamento

O Orçamento de Estado para 2019 obriga-nos a trabalhar para os bancos e a Pagar aos bancos! Do seguinte modo:

- 885,8 milhões de euros à conta da sociedade veículo de dois bancos falidos: BPN e BANIF;

- 400 milhões de euros do BES falido para o Novo Banco;

banif

 - 3,7 mil milhões de euros sugados só até 2016 pelo BPN, no dizer do Tribunal de Contas;

- 792 milhões de euros, injecção dos portugueses no Novo Banco, já depois de vendido à Lonne Star;

4

- 3,9 mil milhões de euros, assegurados para o Novo Banco já vendido à Lonne Star, para o caso de as coisas continuarem a correr mal;

5

Ou seja, e tudo somado: o Orçamento de Estado para 2019 reserva, só para pagar aos Bancos falidos ou a correr mal, a quantia de 9. 677,8 (nove mil seiscentos e setenta e sete milhões e oitocentos mil) euros.

6

Uma verba colossal sacada ao Orçamento de Estado e ao bolso dos trabalhadores para sustentar um sistema bancário falido.

03NOV18

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