Partido

 

Joffre António Justino:

 

Entre Arnaldo Matos e a Minha Amiga

   Magdala, para Finalizar o Caso Robles…

 

 

                                                                                                                                           Arnaldo Matos          

Joffre António Justino é militante da Concelhia de Lisboa do Partido Socialista, presidente da Associação Portuguesa do Livre Pensamento e subscritor da moção Reinventar Portugal, aprovada no mais recente Congresso do Partido Socialista, no Maio passado, em Lisboa.

Joffre Justino publicou esta manhã no Blogue Estrategizando, da Comunidade de Países de Língua Portuguesa( CPLP) Com Cidadania, um longo artigo de seis folhas, com o título Entre Arnaldo Matos e a Minha Amiga Magdala, para Finalizar o Caso Robles, onde examina a minha posição e a posição da sua amiga brasileira sobre a conduta do ex-vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa, e exprime, em conclusão, o seu ponto de vista sobre aquela mesma conduta.

            Joffre Justino cita e comenta largamente o meu tuíter no caso, sobretudo, na passagem seguinte: “ Agora já sabem qual é a verdadeira ideologia de Louçã, Rosas, Mário Tomé e de toda a escumalha do Bloco: a ideologia dos especuladores imobiliários, dos reaccionários sem escrúpulos, dos exploradores disfarçados de anarquistas, trotsquistas, albanistas, espinolistas e revisionistas.”

            Depois de transcrever um excerto da posição igualmente crítica da sua amiga brasileira, Justino   sintetiza do seguinte modo a  conduta política do ex--vereador do BE: “ Decidiu Robles a renúncia de vereador do Bloco de Esquerda, que aconteceu depois de, nos últimos dias, ter sido envolvido numa polémica devida à alegada incoerência entre as críticas feitas pelo próprio à especulação imobiliária em Lisboa, ao mesmo tempo que é proprietário de um prédio em Alfama, avaliado em 5,7 milhões de euros, que tinha estado à venda para alojamento local.”

            Joffre Justino defende com unhas e dentes a conduta do ex- vereador do BE, Ricardo Robles, sem nenhuma razão fundamentada. Parece até que Joffre já está a esconder coisas que se passaram com ele no PS algures.

            Ora, não há qualquer importância em saber se Robles adquiriu o prédio de Alfama quando já era vereador ou quando era apenas ainda deputado municipal, como pretende Joffre. O que é inegável é que Robles adquiriu o prédio por 347 mil euros à Segurança Social, ao preço da uva mijona, e que depois da devida reconstrução, se preparava para vendê-lo por 5,7 milhões de euros, uma verdadeira enormidade…

            Como é que a Segurança Social vendeu um prédio daquela envergadura por tão pouco dinheiro? E como se justifica que um vereador o tenha adquirido para si, ganhando uma pipa de massa, quando a própria Câmara de Lisboa poderia ter preferido o prédio para o arrendar depois a inquilinos pobres ou idosos?

            E como se justifica que todas as queixas apresentadas por vizinhos do prédio vendido a Robles nos serviços municipais competentes tenham sido sempre resolvidas a favor do ex-vereador do Bloco e não a favor dos queixosos vizinhos, prejudicados com a obra em reconstrução, a quem tudo era permitido?

            Como se explica que o Fisco tenha avaliado o edifício do ex-vereador, que estava para ser vendido por 5,7 milhões de euros, com uma colecta miserável de pouco mais de 300 mil euros.

            Como se autorizou a construção de mais um andar no prédio, quando tal tipo de construção tinha sido negada a outros proprietários de bairros velhos da cidade.

            Joffre Justino não quer falar da ideologia do Bloco de Esquerda. Mas o Bloco de Esquerda tem uma ideologia, essa ideologia tem uma clara natureza de classe e como se vê, só beneficia os ricos, não os pobres da cidade.

Quando se constituiu, o Bloco empreendeu uma amálgama de ideologias: trotsquista, à Louçã; revisionista, à Rosas; espinolista, à Mário Tomé e albanista, à UDP, entre outras.

            Mas o BE foi levado ao colo para o poder por reaccionários como Balsemão, no Expresso, e Belmiro de Azevedo, no Público.

            O BE sempre se apresentou às eleições como um partido de esquerda: à esquerda do PS, mas mesmo à esquerda do PCP e até à esquerda do PCTP/MRPP.

            Ora, o BE vive e sempre tem vivido do tacho e das papas do regime: mama o Robles em Lisboa, nas universidades mamam o Louçã e o Rosas, mama a Marisa em Bruxelas e em Estrasburgo, e mama a Catarina no Sabugal! Mamam todos e em toda a parte!...

            Será que o senhor Joffre pode dizer-me, ao defender o Robles e ao negar a ideologia capitalista reaccionária do BE, onde é porventura que mamou já ou pretende vir a mamar no futuro?

             02AGO18                                                                                               

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