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VIVA O 1º DE MAIO VERMELHO! 
 

O dia 1º de Maio foi instituído universalmente como o Dia dos Trabalhadores, assinalando a bravura, a coragem e heroicidade dos operários norte-americanos de Chicago que, no dia 1 de Maio de 1886, deram a sua vida pela jornada das 8 horas diárias (eram forçados a trabalhar 13), baleados uns e mais tarde executados outros pelos esbirros que agora, ao serviço dos capitalistas e imperialistas ianques, continuam a assassinar não apenas os operários americanos, como a massacrar os povos por eles oprimidos.

O 1º de Maio deve, pois, constituir, em todos os países, para o proletariado revolucionário e para os comunistas, um dia de luta e de unidade dos operários e demais trabalhadores explorados de todo o mundo, sob a bandeira do internacionalismo proletário, contra o sistema de exploração capitalista e pela revolução comunista.

Acontece que, em Portugal, os partidos ditos comunista e de esquerda vão fazer do 1º de Maio a mesma encenação folclórica com que, todos os anos e, em particular, depois da constituição do governo de António Costa, procuram continuar a iludir os operários e trabalhadores sobre a natureza traidora do seu apoio ao governo do PS, como se este tivesse deixado de ser um partido de direita e de corruptos e passado a ser um partido de esquerda.

Sob o argumento sumamente oportunista de que sem a aliança com o governo do PS não seria possível a reposição dos rendimentos dos trabalhadores (pondo logo de lado o reembolso do roubo do governo Coelho/Portas e a prisão dos ladrões seus autores), PCP, BE e Verdes, procuram esconder que assinaram um acordo com o PS em que mandam às urtigas a saída de Portugal da zona euro, que continua a representar a dominação do nosso país pelos interesses hegemónicos do imperialismo germânico; em que enterram qualquer oposição ao tratado orçamental e ao garrote dos limites ao défice orçamental impostos por Bruxelas; e para que, com aquele acordo, o PS se mantenha no poder e lhes assegure um lugar na gamela do orçamento, pactuam sem rebuço com o envio e permanência de tropas portuguesas no Mali, República Centro-Africana, Afeganistão, Iraque, Somália, Kosovo e Lituânia, ao serviço dos imperialistas franceses e ianques.

Isto, para já não falar na traição inqualificável do abandono da luta pela revogação do código de trabalho e pela semana das 35 horas de trabalho.

Foi este pacto de traição que permitiu aos capitalistas continuarem na maior paz social a pagar salários de miséria aos operários (mais de 800 mil trabalhadores ganham o salário mínimo, que passou assim a salário máximo), a impor-lhes ritmos brutais de trabalho e aumentar o trabalho precário, levando Soares dos Santos, dono do Pingo Doce e dos capitalistas mais impiedosos exploradores dos trabalhadores daqueles supermercados e responsável pela miséria dos pequenos agricultores seus fornecedores, a elogiar a coligação do PCP e BE com o PS e a aconselhar estes partidos ditos de esquerda a não estragarem tudo depois das eleições de 2019.

Ao contrário do que a CGTP e o PCP têm defendido, a reivindicação política central da classe operária e de todos os trabalhadores portugueses não é a do salário mínimo – reivindicação essa, aliás, em relação à qual, mesmo aí, o PCP se tem ajoelhado aos ditames de Costa para não pôr em perigo o governo de direita de Costa – mas sim a da semana das 35 horas de trabalho para todos os trabalhadores dos sectores público e privado.

É que a luta pela semana das 35 horas de trabalho constituirá um poderoso movimento político que permitirá recuperar a liberdade e dignidade do proletariado e unir todos os trabalhadores, preparando-os para combates futuros.

Honrar a memória e seguir o exemplo heróico dos proletários de Chicago é para os proletários portugueses, para todos os que vivem da venda da única mercadoria de que são proprietários: a sua força de trabalho, fazerem de todas as suas lutas um passo em direcção à destruição do modo de produção capitalista e à instauração do modo de produção comunista.

 

Viva o 1º de Maio Vermelho!

Viva o Internacionalismo Proletário!

Pela Semana das 35 horas de Trabalho!

Viva o Marxismo!

Viva o Comunismo!

 

23ABR18

A Comissão Organizadora do 1º de Maio Vermelho 

rodapeMaio

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