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Base das Lajes:

        Onde Pára o Dinheiro do Plano de Revitalização?!

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Quando, em 2015, os Estados Unidos da América comunicaram ao governo português a intenção de reduzir a sua presença militar e civil na Base das Lajes, foi aprovado o Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira, conhecido pelo acróstico PREIT, que previa a verba de 100 milhões de euros por ano, no total de 1500 milhões de euros durante 15 anos, destinados a aplicar medidas de protecção social dos trabalhadores portugueses da Base e suas famílias afectados pela decisão, para mitigar os impactos negativos na economia da Ilha Terceira e para valorizar a acção dos dois concelhos: o de Angra do Heroísmo e o da Praia da Vitória.

 Calculou-se, na altura, que a decisão americana de abandono das Lajes afectaria em mais de 10% o produto interno bruto (PIB) da Terceira, tendo em conta os 2000 militares americanos e famílias que iriam deixar a Base e os cerca de 2000 trabalhadores portugueses que aí deixariam de estar empregados.

 A verdade é que nem o governo central nem o governo regional prestaram até hoje contas da maneira como foram gastos esses 100 milhões de euros por ano ou, mais importante ainda, do modo como estão a ser gastos os 1500 milhões de euros no período de 15 anos, dos quais já se escoaram três.

 Ora, todos os açorianos, em geral, e todos os terceirenses, em especial, precisam conhecer quanto é que recebeu cada um dos 2000 trabalhadores portugueses despedidos da Base e como estão a ser distribuídos, e por quem, os subsídios e indeminizações para eliminar ou minorar os impactos provocados na economia da Terceira, em consequência da decisão do imperialismo americano.

  E, sobretudo, precisam de saber quanto desse dinheiro foi ou tem sido aplicado na limpeza ambiental das Lajes e quais as empresas que têm beneficiado com esses negócios escuros.

 Mil e quinhentos milhões de euros são uma verba colossal, correspondente a 0,75% do produto interno bruto (PIB) português. Os açorianos e, acima de todos, os terceirenses têm o estrito direito de saberem quem é que ficou ou está a ficar com esse dinheiro, que é de todos os terceirenses e devia beneficiar toda a Ilha Terceira.  

 E desde já nos opomos a que esse dinheiro do Plano de Revitalização da Economia da Ilha Terceira (PREIT) seja gasto na limpeza ambiental da ilha. A limpeza dos solos, bolsas de água, aquíferos e furnas da Terceira, conspurcados pelos combustíveis e material de guerra do imperialismo americano deve ser exclusivamente paga pelo orçamento dos Estados Unidos da América, e não – nunca- pelos orçamentos do governo português ou do governo regional dos Açores.

 A limpeza ambiental da Terceira deve, aliás, ter prioridade absoluta nas medidas a tomar no âmbito da valorização dos dois concelhos da Ilha: o de Angra e o da Praia.

 O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) e o seu Comité da Ilha Terceira pedem aos Terceirenses que exijam, com firmeza e sem hesitações, do governo central de António Costa e do governo regional de Vasco Cordeiro a prestação de contas das verbas já gastas do PREIT e do estado em que se acham os trabalhos da limpeza ambiental da ilha. E permitimo-nos chamar a atenção dos Terceirenses para o facto de que é justamente o nosso Partido – o PCTP/MRPP- quem permanentemente apela à vossa consciência para estas questões, apesar de não ter ainda uma representação parlamentar. Tudo isto demonstra como pode ser importante a nossa voz na futura Assembleia Regional.

 21ABR18                                                       Comité do PCTP/MRPP na Ilha Terceira 

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