Partido

 Carta ao Camarada Rui Mateus

Arnaldo Matos

Caro Camarada,

Agradeço a tua carta da passada quarta-feira, dia 5 de Abril, imediatamente publicada no Luta Popular Online, onde comentas, com a perspicácia e inteligência que te são peculiares, a situação política actual do nosso Partido e o meu artigo sobre o auto-anunciado fim do sítio provocatório “As Mentiras do Arnaldo”, produzido na Web pelo grupelho antipartido, antimarxista e anticomunista primário de Garcia Pereira e seus sabujos.

Faculto-te também o meu e-mail político pessoal – que é Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar." data-mce-href="mailto:Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. – para que possas servir-te dele sempre que precisares, pois nunca ficarás sem resposta, como sem resposta nunca ficaram as centenas de pessoas, camaradas e amigos que até hoje o utilizaram.

Quando, em 5 de Outubro de 2015, num escrito assinado por um pseudónimo que, em Portugal, muita gente sabe ser meu, em homenagem ao mais combativo escravo de todos os tempos – Espártaco –, destitui sem apelo nem agravo o então secretário-geral do Partido, Luís Conceição Franco, e os quatro membros do seu comité permanente, pensei que a amizade pessoal que então te ligava a Garcia Pereira te levasse, para grande pena minha, a deixares com ele o Partido, ou seja, o teu partido de sempre.

Não era isso que evidentemente eu pretendia, mas essa poderia ser obviamente uma consequência desagradável da minha actitude de princípio, e, infelizmente, assim acabou por suceder.

A verdade porém é que desde a crise financeira mundial do imperialismo, entre 2005/2008, que ficou conhecida na imprensa como a crise do subprime, quando restringi na medida do possível a minha actividade profissional de advogado para dedicar-me mais intensamente à vida política, ocasião em que fundei o Luta Popular Online enquanto órgão central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), de cuja redacção, provisoriamente atribuída a Carlos Paisana, também fazias parte, todos os militantes do Partido, e sobretudo os seus dirigentes, ficaram cientes de que se impunha, sem perda de tempo, uma autêntica revolução nas nossas fileiras, pois o Partido estava entregue a um secretário-geral, a um comité permanente e a um comité central composto, no essencial, por anticomunistas primários, por antimarxistas empedernidos e por inimigos disfarçados da classe operária, do proletariado revolucionário, da revolução proletária.

Ao princípio, parecia que estavam todos de acordo em encetar essa revolução interna, trazendo de novo o marxismo para o primeiro plano da nossa actividade teórica e o comunismo para o primeiro plano da nossa ideologia revolucionária, reforçando a organização proletária do Partido nas fábricas e nos bairros operários, dotando o proletariado revolucionário de um partido poderoso na luta contra o imperialismo e na revolução comunista.

Mas aquilo a que realmente se assistiu foi à intensificação da teoria e da política reaccionárias liquidacionistas, com o intuito de pôr termo ao marxismo e ao partido operário comunista.

O Comité Permanente instituiu-se em órgão dirigente da corrente liquidacionista; assistiu-se à tentativa de golpe palaciano de substituição do secretário-geral Conceição Franco pelo reaccionário Garcia Pereira, golpe que denunciei já durante a campanha eleitoral legislativa então em curso, quando dele tomei conhecimento, e que se mantivera escondido dentro do Partido, com a conivência do próprio secretário-geral destituído durante o golpe.

O Luta Popular Online mudou três vezes de redacção e de direcção e todas as três redacções e direcções acabaram sempre por deixar impor o liquidacionismo como linha dominante dentro do Partido. Para elas, o marxismo tinha passado à história, a história da luta de classes tinha chegado ao fim e não havia mais necessidade de um partido comunista proletário para nada…

O marxismo foi banido da teoria e organização do Partido, a linha política da revolução proletária e da luta contra o imperialismo foi substituída pelo social-fascismo e pelo social-imperialismo, a classe operária foi expulsa do Partido e substituída pela pequena burguesia reaccionária, anticomunista e antimarxista. Essa foi a tarefa de Garcia Pereira e seus capangas.

Coincidindo com a campanha eleitoral legislativa de 2015, a ocasião do quadragésimo quinto aniversário da fundação do Partido foi aproveitada pelo grupelho anticomunista, antipartido e antirrevolucionário para liquidar definitivamente o PCTP/MRPP, no próprio local onde o grupelho de Garcia Pereira pretendia celebrar o aniversário do Partido para tomar conta dele. E só não o conseguiu porque os poucos marxistas ainda existentes no nosso seio uniram-se à volta do fundador do Partido, denunciaram veementemente o golpe em adiantado estado de preparação e opuseram-se firmemente à cerimónia que estava preparada para decorrer na Voz do Operário.

Falhado o golpe de 18 de Setembro de 2015, o grupelho antipartido de Garcia Pereira tentou levá-lo a efeito na noite do apuramento do sufrágio eleitoral de domingo, dia 4 de Outubro de 2015. Reunido na sede da Avenida do Brasil, o grupelho golpista liquidacionista de Garcia Pereira chegou a elaborar o comunicado que proclamava a sua grande vitória nas eleições legislativas que acabavam de se efectuar naquele dia.

Era a noite das facas longas, onde o grupelho de Garcia Pereira, Domingos Bulhão, com a complacência de Leopoldo Mesquita, Carlos Paisana e Conceição Franco, grupelho organizado à volta do comité permanente do comité central, se preparava para liquidar o Partido, afastando-o da teoria, da ideologia e da nossa organização revolucionária.

Ao golpe da quadrilha de Garcia Pereira, respondeu o fundador do Partido, autor destas linhas, fazendo sair no Luta Popular Online o escrito intitulado A Derrota Eleitoral do Partido a as Medidas Urgentes a Tomar, onde elaborava o balanço da campanha eleitoral, definia o caminho a seguir pelo Partido e suspendia Garcia Pereira e seus sabujos até à realização do Congresso Extraordinário do Partido, logo agendado para o 1º de Maio de 2016.

Reunido imediatamente, o Comité Central do Partido aprovou o documento A Derrota Eleitoral do Partido e as Medidas Urgente a Tomar e encetou o seu trabalho no caminho definido.

Os dirigentes suspensos pelo Comité Central aceitaram a suspensão e apresentaram todos as respectivas auto-críticas, num passe de mágica destinado a enganar os militantes e os operários.

Mas, enquanto fingiam aceitar as medidas do Comité Central e apresentavam as respectivas auto-críticas, desencadeavam uma campanha provocatória nas redes sociais contra o fundador do Partido, sempre pelo modo cobarde do anonimato que os caracteriza, falando, como bons papagaios que sempre foram, pelas bocas dos familiares que não eram nem nunca foram militantes do Partido. Recorriam aos familiares, às mulheres e aos filhos para atacar o Partido, o marxismo e o comunismo, alapando-se, como cobardolas que nunca deixaram de o ser, atrás deles.

Desmascarados nestas manobras reaccionárias e chamados a conjugarem as suas falsas auto-críticas com as provocações proferidas pelos respectivos famíliares, os liquidacionistas demitiram-se do Partido. Eles nunca foram expulsos do Partido, embora bem o merecessem; eles demitiram-se, fugiram com o rabo entre as pernas… Não se compreende pois porque se queriam apresentar como militantes do Partido que afinal abandonaram e dele desapareceram.

Como vês, caro camarada Rui Mateus, ninguém teve de expulsar essa canalha do Partido. Garcia e seus sabujos é que se auto-expulsaram do Partido que bem sabiam, e havia muito tempo que já o sabiam, não era o Partido deles.

Em vez da discussão política intensa, onde poderiam defender e esclarecer as suas posições mesmo que liquidacionistas, preferiram injuriar e insultar o Partido, o marxismo e o comunismo, mais os seus defensores permanentes.

Até hoje, nunca esclareceram ou expuseram uma ideia clara e precisa sobre o que queriam para o Partido; começaram assim, nas redes sociais de provocadores, por métodos absolutamente cobardes e anónimos, a pôr na boca dos comunistas, designadamente do fundador do Partido, opiniões que nem eles nem ele alguma vez tiveram nem nunca exprimiram, escusando-se a responder às denuncias e ataques formulados sobre o antimarxismo, o anticomunismo e o liquidacionismo primários de que se faziam eco.

Do nosso lado, fomos sempre explicando e clarificando as nossas posições teóricas, ideológicas e políticas, por forma a estabelecermos com clareza as bases do nosso Partido comunista proletário.

Sempre dissemos que o papagaio Garcia Pereira era um anticomunista primário e um ignorante completo do marxismo e sempre denunciamos que Garcia, um papagaio totalmente ignorante que se limitava a repetir o que ouvia os outros dizer, sem que entendesse nada do que ouvia, era o licenciado mais inculto e ignorante que alguma vez houve em Portugal.

Com podes ver, caro camarada Rui Mateus, Garcia e os seus sabujos acabaram por esgotar as máscaras de revolucionárias que nada fazem e vêm confessar, precisamente no sítio provocatório onde insultam, sem nenhum fundamento, o fundador do Partido, dizer que, ao fim e ao cabo, não é um partido comunista, um partido operário marxista que querem e sempre terão pretendido, mas, ao fim e ao cabo, apenas uma associação cívica humanista e de cidadania, a única coisa que sempre tiveram e têm em vista… Uma associação cívica, cidadã e humanista para apoiar o imperialismo na África e no Médio Oriente!...

Acontece que a ideologia reaccionária, a política liquidacionista e a teoria capitalista burguesa que conduziram o grupelho do papagaio Garcia, são uma política e uma ideologia e uma teoria reaccionárias que existem na sociedade e até dentro do nosso Partido, o qual não está nem nunca esteve isolado da sociedade por nenhuma muralha da China ou vedado por alguma redoma de vidro.

Muito embora tenha sido obrigado a declarar que não pretendia nunca integrar nenhum partido comunista, marxista e proletário, mas uma associação cívica, humanista e de cidadania, ele, Garcia Pereira, para canalizar clientes para o seu escritório de advogados e associados, as ideias oportunista que estão na base do grupelho liquidacionista de Garcia Pereira e sabujos têm de continuar a ser denunciadas e combatidas, pois por serem tão tóxicos são susceptíveis de contaminar os nossos militantes, dentro do nosso Partido, e alguns trabalhadores, no seio da classe operária.

Não é por acso que o grupelho liquidacionista de Garcia Pereira, logo que abandonou por sua iniciativa o Partido, começou a defender com unhas e dentes o imperialismoa americano, francês, inglês, belga, etc., e a atacar os povos e nações árabes explorados, oprimidos e aterrorizados pelos exércitos dos imperialismos, com o apoio inclusive das forças armadas portuguesas.

E não é por acaso que Garcia Pereira, Laires, Domingos Bulhão e outros lacaios começaram a atacar o nosso Partido, revolucionário e anti-imperialista como uma organização terrorista, passando a pintar nos muros da cidade de Lisboa as provocações imperialistas que as Secretas e a Cia lhes pagam para pintar.

É por isso que a tua posição pública de ruptura com o grupelho provocatório de Garcia Pereira é tão importante para o Partido e para a classe operária revolucionária.

Convido-te, pois, a continuares a luta contra o liquidacionismo e a ajudar a classe operária na sua adesão ao marxismo, ao comunismo e ao partido dos trabalhadores. Tu conheces bem o que valem – não valem! – os oportunistas como Garcia Pereira. São esses erros que te cumpre – nos cumpre – denunciar. Não queremos nada de pessoal, mas apenas denunciar os objectivos do liquidacionismo, que tão bem conheces.

Aceita com amizade, as minhas saudações comunistas,

25Abr17

 

 

 

 

 


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