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Partido

Comício em Sintra - Um Exemplo Para Reforçar e Alargar a Ligação do Partido às Massas

2015-01-23-02Com o salão nobre da Junta de Freguesia de Rio de Mouro completamente cheio e várias pessoas de pé no espaço de acesso ao salão, o comício do Partido no concelho de Sintra decorreu num ambiente de grande entusiasmo e participação por parte das muitas dezenas de elementos do povo e simpatizantes do Partido presentes e ainda do camarada Arnaldo Matos,.

Dirigido pelo camarada Mestre, tomaram a palavra a camarada Anabela Ramos e o camarada António Laires, militantes do Partido.

Na sua intervenção, a camarada Anabela Ramos denunciou em particular a situação de miséria e de desemprego crescente do povo trabalhador em consequência da política terrorista e de traição do actual governo, referindo designadamente que só no período de Agosto a Novembro de 2014, 28 000 trabalhadores perderam a sua única forma de subsistência, encontrando-se mais de dois terços dos desempregados sem subsídio de desemprego. E quanto aos salários, os que vivem da venda da sua força de trabalho foram atimgidos com uma redução real entre 22% e 11%, respectivamente no sector público e privado, entre 2011 e 2014, sendo que o salário médio de um trabalhador português era de 680,00 em 2013, enquanto que na Alemanha era de 1632,00 em Espanha 1127,00 e na própria Grécia 698 €.

Ainda no uso da palavra, a camarada Anabela fez questão de apelar às mulheres trabalhadoras, que continuam a ser duplamente exploradas, para participarem activamente na luta pelo derrubamento deste governo e prosseguirem no caminho de há muito apontado pelo PCTP de passarem de escravas dóceis do capital a soldados conscientes da luta de classes.

António Laires, secretário distrital do Partido, operário do Metropolitano e dirigente sindical do SINDEM, tomou a palavra para destacar o papel dos operários e dos comunistas na luta para travar a ofensiva contra-revolucionária do governo de traição nacional PSD/CDS, tendo apelado a uma forte mobilização na luta patriótica para derrotar este governo na sua sinistra tentativa de privatizar a TAP, privando Portugal de um instrumento fundamental para salvaguardar a sua soberania e independência nacional e, para além dos milhares de despedimentos que irá representar, se traduzir no abandono dos nossos compatriotas das regiões autónomas da Madeira e dos Açores e dos 5 milhões de emigrantes espalhados pelo mundo inteiro. A terminar, o camarada Laires fez um apelo à continuação da luta pelo derrubamento do governo e de Cavaco e, em qualquer caso, a uma forte mobilização em torno da participação do Partido nas próximas eleições legislativas, para, pela eleição de deputados comunistas, assegurar a formação de um governo democrático e patriótico.

Finalmente, tomou a palavra o camarada Garcia Pereira que, numa intervenção de mais de hora e meia, dissecou as causas reais da crise que o país vive e de que os trabalhadores são vítimas bem como as responsabilidades dos partidos do arco da traição e dos conciliadores, em particular, desde que Portugal foi, nas costas do povo português, anexado pela CEE, para satisfazer os interesses hegemónicos da Alemanha.

Garcia Pereira atacou com firmeza a política terrorista e verdadeiramente fascista prosseguida por este governo de traição nacional e pelo presidente da República que dá cobertura a toda a espécie de violações dos mais elementares direitos dos cidadãos, salientando em particular o caso mais recente da actuação dos juízes e agentes do ministério público ao serviço da direita na prisão ilegal e inconstitucional de José Sócrates.

O camarada Garcia Pereira teve ainda a oportunidade de se pronunciar sobre as eleições para o parlamento grego que hoje decorrem e os ensinamentos que delas advêm relativamente à estratégia da luta do povo português, evidenciando em especial as sucessivas piruetas do Syrisa designadamente, em relação à saída do euro e ao não pagamento da dívida.

2015-01-23-03Depois de um período de perguntas e respostas sobre vários temas da política nacional e antes de se encerrar o comício, o camarada Arnaldo Matos fez uma oportuna, muito clara e actualíssima declaração sobre a recente decisão do Banco Central Europeu de comprar dívida pública aos bancos dos países mais endividados da União Europeia.

A redacção do Luta Popular Online toma a liberdade de transcrever em seguida essa importante declaração.

 

 

 

Dão-me licença que eu faça uma pequena declaração sobre as últimas alterações que foram feitas no Banco Central Europeu?

O Banco Central Europeu fabricou moeda euro no valor de um bilião e duzentos mil milhões de euros e vai com esse dinheiro comprar a dívida dos países mais endividados aos bancos desses países.

Até agora o que se passou foi que as dívidas de cada país estão entregues aos bancos desse país. Com essa nova fabricação de dinheiro, o Banco Central Europeu compra ao banco de um determinado país a dívida que ele tem no exterior e põe em circulação um valor igual ao da dívida. Isto tem como consequência que o preço de todos os produtos vai aumentar, incluindo o preço do trabalho, atenção, incluindo o preço do trabalho. Vai-se assistir, portanto, a uma inflação galopante nos próximos meses e no próximo ano, sendo que essa inflação significa mais dinheiro mas menos valor. Quer dizer, o trabalhador vai passar a ganhar não apenas os 505 euros de agora, mas vai passar a ganhar 600 euros. Só que, dentro de um ano, esses 600 euros não valem os 505 euros.
E é por isso que eu quero chamar a atenção desta nova manobra.

Porquê esta nova manobra? Porque isto é uma tentativa de evitar que as pessoas saiam do euro, fazendo o Banco Central aquilo que nós faríamos com uma moeda nova se nos deixassem fazê-lo. E, portanto, está-se a cortar todas as saídas para que em cada país a classe operária e os trabalhadores possam resolver no interior os seus próprios problemas.

 

 

 

 

 

 

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