PAÍS

Enfermeiros despedidos
a hipocrisia do governo e das instituições que tutela

Costa, ao anunciar no passado fim de semana, as medidas terroristas e fascistas que tem estado a aplicar – confinamento, recolher obrigatório, etc. – afirmava que reconhecia o “cansaço” a que os cidadãos tinham chegado por virtude dos longos períodos a que os sujeitam a tais medidas.

Mais, diz aos cidadãos que não têm o direito a reclamar-se cansados, face ao esgotamento a que estão sujeitos os profissionais de saúde, essa autêntica “frente de luta” contra a crise pandémica de Covid-19. Esses sim, os verdadeiros heróis, sublinha Costa. Apelando ao constante aplauso à sua generosidade e empenho profissionais.

Demonstrando a hipocrisia que sempre foi seu apanágio, como reagiu Costa e os seus lacaios do governo e da DGS face ao despedimento de duas enfermeiras, uma que se encontrava grávida e outra que apresenta uma quadro de doença degenerativa, ambas a trabalhar no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central? Com um absoluto e total silêncio.

Trata-se de um acto de discriminação por parte do Conselho de Administração daquele Centro Hospitalar contra profissionais que têm dignificado o SNS, apesar de agora descartados por um poder que, hipocritamente, os classifica como heróis, mas os apunhala pelas costas sempre que considera que tal se impõe para a defesa do seu “modelo capitalista de gestão hospitalar” que provocou o caos no Serviço Nacional de Saúde. A propósito: não havia um mito do PS dum “modelo socialista de gestão hospitalar”? É este? Parece que sim!

Hipocrisia gritante, tanto mais quanto uma das enfermeiras despedidas está grávida e o governo debita aos quatro ventos a sua “preocupação” com a baixa de natalidade que se verifica em Portugal. É este o tipo de “incentivos” que Costa considera adequados ao apelo a jovens mulheres para que tenham mais filhos!

É dever do nosso Partido conclamar a classe operária e os trabalhadores a darem todo o seu apoio à concentração que se irá realizar no próximo dia 13 de Novembro, pelas 11 horas, no Hospital de S.José, em Lisboa, organizada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Concentração que, para além de denunciar os actos discriminatórios da Administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central, deve visar a exigência de tornar efectivos os vínculos laborais dos enfermeiros e lutar contra a precariedade e os baixos salários que ela facilita.

10Nov2020
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