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90 operários da manutenção despedidos da refinaria da GALP em Sines

GalpSegundo denunciou esta 4ª feira o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul, foram despedidos 90 operários da manutenção na refinaria de Sines.

Utilizando um estrategema que só promove a precariedade, a GALP recorre a empresas externas para que possa tirar partido da “mobilidade” da força laboral, sem os custos inerentes a processos de despedimento, entre outros.

No caso vertente, a GALP recorreu a uma velha conhecida, a mais do que falida Martifer e a sua subcontratada CMN, que, segundo se pode ler num comunicado do SITE-SUL, recebeu uma comunicação da Petrogal a informar que reduzia em 60 por cento o “trabalho previsto no contrato de manutenção... primeiro de 30 trabalhadores que estavam à hora e agora de mais 60 que tinham contrato”.

O contrato entre a GALP e a Martinfer/CMN, envolve mais de 100 operários que prestam serviços de manutenção, mecânica, serralharia, instrumentação e electricidade. A precariedade do seu vínculo é da inteira responsabilidade deste governo que, desde que se alcandorou ao poder nem uma palha mexeu para alterar a legislação que permite esta aberrante situação.

Costa e Centeno nada fizeram para reverter a legislação que permite a empresas como a GALP tirarem partido deste insidioso sistema que agrava o regime de escravatura salarial e provoca a total instabilidade entre os operários e suas famílias quanto à única fonte de rendimento que têm, à custa da venda da sua força de trabalho.

Estes operários, embora com vínculo precário, trabalham em permanência na refinaria de Sines da GALP e recebem instruções e planos de trabalho de chefias que estão afectas à GALP. Trata-se, portanto, de uma fraude com a qual, quer a GALP, quer o governo, compactuam.

Bem podem Costa, Centeno e Siza Vieira, virem para as televisões encherem os ouvidos dos operários e trabalhadores com a propaganda de que tudo estão a fazer para proteger o emprego e as forças produtivas que exemplos como este só vêm demonstrar a vacuidade das suas promessas e o oportunismo miserável da sua política ao serviço do grande capital.

Nem numa empresa estratégica para o país como é a GALP, este governo composto por mentirosos patológicos, consegue impor responsabilidade social e de criação de emprego, a nível nacional e regional, assegurando a única fonte de rendimento para dezenas de famílias.

Este caso é, também, revelador do que são os “planos de acção” e para o que servem as “task forces” anunciadas pelo governo face à complexa crise pandémica que se vive no país. Ao contrário do que anuncia o executivo, que só sabe cagar milhões supostamente vindos da Europa “solidária”, é com o aumento do desemprego que é cúmplice.

Os operários da GALP têm de tomar uma posição solidária com estes seus irmãos de classe que trabalham ao seu lado, quer na refinaria de Sines, quer noutros complexos industriais que a empresa possui por todo o país.

O caminho da luta é o único que assegura a defesa dos direitos de TODOS os operários e trabalhadores da GALP, possuam eles contratos com vínculo ou sejam eles precários como é o caso destes 90 operários agora despedidos.

26Mar2020

LJ

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