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PAÍS

Em Viseu:

O Regime de Escravatura… E a Revolta dos Operários!

Estimado Camarada Arnaldo Matos,

Com todas as limitações inerentes ao meu olhar, aqui te envio uma síntese daquilo que me foi dado presenciar na companhia da Primeira Brigada Alexandrino de Sousa, ao longo das excelentes jornadas de trabalho e de luta levadas a cabo no distrito de Viseu, com as quais a implantação do Partido ganhou grande impulso e que eu espero ser capaz de prosseguir!...

Um forte abraço, com muita amizade,

Bento  

*

Aqui, no distrito de Viseu, onde o grito de revolta dos trabalhadores tem sido ao longo do tempo silenciado pela prepotência e tirania capitalistas, é a primeira vez, na história da luta de classes em Portugal, que um partido – o PCTP/MRPP – ousa inquirir, junto dos operários, sobre os seus problemas e denunciar as criminosas condições de exploração a que se encontram sujeitos na grande maioria das empresas deste distrito, ao mesmo tempo que aponta um caminho de luta pela unidade entre todos os explorados de norte a sul do País: - SEMANA DAS 35 HORAS PARA TODOS!

Desde os salários mínimos, logo transformados em salários máximos e definitivos, sujeitos a descontos arbitrários, e os contratos precários, com prazos a partir de 8 dias, praticados especialmente pelas multinacionais francesas, alemãs, suíças e outras, incluindo obviamente as empresas nacionais; até aos horários por turnos de 8 horas contínuas, sem qualquer intervalo, como na SONAE de Mangualde;

Tudo isto e muito mais pôde ser testemunhado pela Primeira Brigada Alexandrino de Sousa, pelo Secretário Regional do Maciço Central e responsável do distrito de Viseu, e pelos simpatizantes do Partido que se lhe juntaram, numa acção de propaganda e agitação políticas que, ao longo de três semanas, entrou em mais de 30 empresas, com mais de cem operários cada uma, em 10 dos 24 concelhos do distrito de Viseu, dando a conhecer a mais de 12 mil operários do distrito os objectivos da luta pela conquista das 35 horas semanais para todos os trabalhadores portugueses.

Mas a resposta à nossa proposta de luta pelas 35 Horas Semanais por parte dos operários do distrito de Viseu não se ficou apenas pelo aplauso à campanha;

Muitas foram as operárias e os operários que fizeram questão de nos denunciar as duras condições em que vendem a sua força de trabalho para poderem sobreviver, muitas vezes em condições sub-humanas, vítimas de violência e da opressão que sobre eles é exercida, tantas vezes sob violação das próprias leis, normas e regulamentos, conquistados por duras lutas levadas a cabo ao longo de anos!...

De todas as fábricas por onde passámos, os testemunhos são elucidativos e, através deles, pudemos ver:  

 

Região de Lafões

- Na Martifer, em Oliveira de Frades, depois da morte de um operário por falta de condições de segurança, as chefias tentaram impor a “lei-da-rolha” pela intimidação, incutindo o medo e ameaçando cortar a liberdade de expressão dos operários, procurando assim abafar a denúncia de tantas irregularidades praticadas dentro da empresa, algumas das quais já por nós denunciadas;

- Na Campoaves e na Avicasal, como em todo o sector avícola, a violência dos horários nocturnos, pagos com salários de fome, e o cansaço espelhado no rosto de quem espera o dia da chegada duma miserável reforma;

- Na Faurécia, de Vouzela, em mais de meio milhar de rostos, a expressão dum tormento infernal de enlouquecer ao som do ruído das máquinas, em turnos de contratados por reduzidos períodos de incerteza, engordando assim as panças dos execráveis imperialistas franceses;

- Na Pereira & Ladeira, os contratados subsidiados para reduzir os custos da extracção na pedreira…, e os efectivos “politizados na lógica da dominação”, para fazer aumentar os lucros da exportação;

- Na Portax – Iberoperfil e na Brintons, o total apoio à nossa campanha na luta pela semana das 35 horas;

 

Tondela

- Na Labesfal, onde desde os vergonhosos contratos a prazo, passando pelo martírio do sistema de turnos, até ao pagamento das horas extraordinárias a 6 meses, tudo é indiferença e desprezo pela dignidade dos trabalhadores;

- Na Brose, a multinacional alemã onde a maioria dos jovens operários e operárias são explorados 2 vezes (pela própria empresa, e os novos negreiros proprietários das agências de trabalho temporário através das quais são humilhados com contratos a prazo desde duas semanas);

- Na Gialmar, com o ordenado mínimo e os contratos a prazo a marcarem presença, mas também, mesmo sob a chuva torrencial que então ocorria, os trabalhadores a expressarem a sua vontade de lutar pela semana das 35 horas;

- Na Bodum Portuguesa, a multinacional Suíça onde é digna de realce especial a posição traidora de um delegado sindical da CGTP, que, quanto à semana das 35 horas, sintetizou desta forma clara a sua posição e da corja de traidores a que pertence: “quanto a isso terá de ser orquestrado com as hierarquias”!...

- Na Avon Automotive, Lda., onde, vindos de diversos pontos do distrito de Viseu e também de Coimbra, trabalham cerca de 400 operárias e operários, também eles traídos pelos delegados sindicais, a quem já se referem com desprezo, conscientes da necessidade de contestar a exploração a que estão sujeitos;

- Na Huf Portuguesa, onde as contratações feitas pelas empresas de trabalho temporário mergulham na angústia muitos operários pela incerteza do dia de amanhã, situação ainda mais agravada pelo recebimento a recibos verdes…

- Na Urfic – Indústria de Ferragens, S.A., com uma saudação de parabéns à Primeira Brigada Alexandrino de Sousa, pela coragem de enfrentar os “guardiões” do lendário cavaquistão!...

- Na Rui Costa e Sousa & Irmão S.A., a concordância total com a luta pela semana das 35 horas e a admiração, também aqui, pela nossa presença!

 

Carregal do Sal

- Na Euroralex – Confecções, S.A., cuja localização isolada, ladeada por pinheiral, faz com que as operárias ali cheguem todas de carro; mas onde, ao ver as bandeiras do PCTP/MRPP desfraldadas ao vento, fomos recebidos primeiro com espanto e depois com grande entusiasmo!

 

Santa Comba Dão

 - Na Cifial – Indústria de Cerâmica, S.A., onde fomos recebidos entusiasticamente e posteriormente voltámos, denunciando as criminosas condições de trabalho ali existentes e a colaboração activa da ACT de Viseu em favor dos donos daquela empresa e contra os trabalhadores!

 

Nelas

- Na Lusofinsa - Indústria de Transformação de Madeiras, onde quer os efectivos, quer a elevada percentagem de jovens contratados nos receberam com satisfação e manifestaram a sua concordância com a luta pela semana das 35 horas;

- Na Faurécia, onde o tratamento descriminado por linhas de fabricação de marca eleva a concorrência entre os operários, assim como o uso e abuso das várias modalidades de contratação semeiam a confusão e a dúvida entre eles;

- Na Aquinos, cuja fabricação intensiva, por turnos, obriga a um ritmo desgastante e difícil de aguentar por muito tempo; onde, na grande maioria mulheres e jovens, se manifestaram calorosamente, admirando-se com as bandeiras do Partido desfraldadas!

- Na Movecho (fábrica de móveis); -Na Topack – (fabrico de sacos plásticos); - Na Coldkit Ibérica (portas frigorificas), sempre o mesmo apoio sem reservas, e a satisfação de ver o Partido, de viva voz, a apontar o caminho da luta e da organização dos operários.

- Na Mendes & Morais – Indústria de Confecções Lda., onde, com grande satisfação espelhada no rosto, pela nossa abordagem, várias operárias durante o seu intervalo para almoço se manifestaram firmemente de acordo com as nossas propostas de luta;

- Na Borgstena Têxtile Portugal, uma das mais destacadas empresas do Sector Têxtil, onde mais de meio milhar de operárias e operários vendem a sua força de trabalho, na maioria dos casos, também aqui, dependentes das empresas de trabalho temporário, com a imensa maioria a usufruir apenas do salário mínimo, com muitos casos de irregularidades e abusos a serem relatados, particularmente entre os mais jovens.

Foi grande o entusiasmo com que todos receberam o nosso comunicado em prol da luta pela semana das 35 horas!

 

Mangualde

- Na PSA Mangualde, cansados dos jogos de bastidores da Administração e da incapacidade da Comissão de Trabalhadores em levar por diante de forma vitoriosa as lutas dos cerca de um milhar de trabalhadores desta fábrica de automóveis, criada, em 1962, em Mangualde; todos os operários que tomaram conhecimento da nossa Campanha pelas Semana das 35 Horas nos manifestaram o seu apoio, ao mesmo tempo que reconheciam ser a proposta do PCTP/MRPP consequente e a única capaz de, por um objectivo único, unir todos os trabalhadores!

- Na SONAE - Indústria (produção e comércio de derivados de madeira)

Com sede na Maia, e desde 1987 também no lugar do Pinheiro, em Mangualde, onde adquiriu as antigas instalações da SIAF. Aqui constatámos as duras condições de trabalho em que são explorados as perto de duas centenas de trabalhadores.

Em regime de trabalho contínuo, por turnos de 8 horas sem pausas (!), sujeitos a um desgaste intensivo extremo, sem qualquer compensação por isso, foram vários os operários que nos deram conta dos riscos que correm no exercício da sua actividade, dos vários acidentes já ocorridos e da pressão constante a que são sujeitos! Também das irregularidades ali cometidas ao nível da reposição dos feriados e os cortes no pagamento de horas extra são motivo de enorme revolta; como nos disse um operário: “isto só lá vai com luta organizada”!...

- Na CBI - Indústria de Vestuário, S.A. aonde cerca de 4 centenas de mulheres operárias, entre as 7 e as 8 horas da manhã, acorrem, surgindo a pé por três artérias, durante mais de meia hora feitas rios de energia a entrar fábrica adentro… Foi entusiasmante a simpatia com que cada uma agradecia o nosso comunicado e respondiam cheias de esperança no futuro: “era bom, era, quem as cá dera!” Ou, “com tanta exploração, bem que as merecemos!”...

- Na Mazur - Indústria de Confecções Lda., empresa em processo de revitalização, onde ao medo de um dos chefes pelo “desassossego” provocado pela nossa presença, correspondeu o entusiasmo das muitas operárias com exclamações às nossas propostas, como: “isto é que deve ser” ou “o horário tem de ser igual para todos”!...

 

Viseu

- No Parque Industrial de Coimbrões, onde na Gouveia & Campos – Indústria de Vestuário, na sua maioria mulheres a receber o salário mínimo, confeccionam as peças de vestuário à custa de cuja sobrevalorização engordam as fortunas dos patrões da Zara, Massimo Dutti, Corte Fiel, Carolina Herrera…

Em regime de contratos precários desde há três anos, todas as operárias e operários contactados foram unânimes: “esta exploração tem de acabar” e “o horário da jornada tem que ser igual para todos”!

- Na Coelho & Dias, S.A. – Indústria de Congelados, empresa que opera a partir da matéria-prima já congelada proveniente de barcos fábrica, procedendo então à transformação do pescado para posterior colocação no mercado; também aqui, desde os jovens e mulheres, contratadas na sua maioria, aos efectivos em menor número, todos surpreendidos com a nossa presença, manifestaram grande satisfação e apoio às medidas propostas pelo PCTP/MRPP!  

- No Parque Industrial do Mundão, na Habidecor – Indústria Têxtil para Habitação, onde igualmente surpreendidos à saída do labirinto do seu parque de estacionamento, largas dezenas de operárias e operários, receberam com satisfação o nosso comunicado!...

 

Sátão

- Na Cerutil – Cerâmica Utilitária, S.A., empresa adquirida pelo Grupo Visabeira, com cerca de cento e cinquenta operárias e operários, a Primeira Brigada Alexandrino de Sousa teve um acolhimento caloroso, pois muitos operários e operárias se dispuseram a denunciar, mesmo debaixo de forte chuvada, as condições de trabalho e de exploração a que se encontram sujeitos naquela fábrica, exprimindo a sua entusiástica concordância com a justa luta pela conquista da semana das 35 horas.

 

Como fica demonstrado, no Maciço Central, a clique dos liquidacionistas e as suas concepções que durante anos impediram o acesso dos operários ao seu Partido, acabam de sofrer a sua mais pesada derrota!

Aqui, o partido comunista proletário ergue-se, abrindo as suas fileiras aos operários, em luta contra o isolacionismo do interior e as miseráveis condições de exploração a que, em todas as regiões do País, são sujeitos! 

Morte ao liquidacionismo! Viva o PCTP/MRPP!

 

Viseu, 1 de Junho de 2016

Bento

 


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