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2020 - Maior índice de mortalidade desde 1920!

Acabam de ser divulgados dados do eVM (sistema de vigilância da mortalidade em tempo real que analisa os certificados de óbito), que revelam a ocorrência de 123.667 mortes em Portugal, durante o ano de 2020, o número mais alto registado desde 1920 (um ano que, como é sabido, foi marcado pela mortalidade da gripe espanhola).

Isto é, as mortes ocorridas o ano passado ultrapassaram significativamente as que se registaram em 2018 – 113.051 – que, até à data, era considerado o pior ano relativamente aos dados registados desde 1960.

O acréscimo de mortes ocorridas em 2020 deve-se, sobretudo – mais de metade – às chamadas “vítimas colaterais”, às quais não foi prestada assistência médica e sanitária atempada, devido ao cancelamento de milhões de actos clínicos – consultas de cuidados primários, consultas hospitalares de especialidade, cirurgias, exames clínicos de suporte de diagnóstico – que não permitiram monitorizar e prevenir adequadamente várias patologias em milhares de doentes – como hipertensão, cancro, diabetes e muitas outras.

As alegadas mortes Covid-19, terão sido responsáveis por menos de metade do acréscimo de óbitos registados em 2020, sendo que uma grande percentagem delas ocorreu em lares de idosos.

É impressionante a actualidade do artigo que publicámos na edição do dia 26 de Abril de 2020 – Uma pandemia paralela provocada pela diminuição da realização de urgências e consultas hospitalares! –, em que denunciávamos uma pandemia paralela, um genocídio anunciado.

A realidade está aí para confirmar a justeza das nossas denúncias. E, se peca por alguma coisa, é por defeito, não por excesso. Isto porque, daí para cá, todos os dados que se revelam no artigo tiveram um aumento exponencial, como se comprova pelos números hoje conhecidos do cancelamento de mais de 4 milhões de actos clínicos e de mais de uma centena de milhar de adiamentos ou suspensão de cirurgias.

03Jan2021

LJ

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