PAÍS

Soares e Não pagamos!

Em artigo publicado na edição de ontem do Diário de Notícias com o título A caminho da ditadura, Mário Soares refere a certo passo: Numa palavra, estamos cada vez mais dependentes do Governo - e este da troika - e os portugueses, na pobreza extrema em que se encontram, percebem muito bem o que está a acontecer. Por isso gritaram na Aula Magna: "Não pagamos, não pagamos."

Como é sabido, ainda que não seja esse o facto que aqui importará mais salientar, a primeira organização que empunhou e difundiu a palavra de ordem Não pagamos! e sempre defendeu e continua a defender a posição política que ela encerra foi o PCTP/MRPP.
E foram essas as vozes que se ouviram na Aula Magna.

Apesar das tentativas demagógicas para liquidar o impacto desta consigna, a evolução da situação económica do país e das condições de vida dos trabalhadores, em consequência da política de traição nacional do governo Coelho/Portas, foi tornando cada vez mais evidente e indesmentível que a dívida se tornou impagável e que o seu repúdio é uma medida que, tal como a saída do euro, se impõe como inevitável, para que o país possa desenvolver-se de acordo com os interesses e em benefício do povo português.

Ao citar a alternativa gritada na Aula Magna para pôr termo à política de pobreza extrema imposta pela Tróica, Mário Soares reconhece, assim, como correcta e justa a palavra de ordem e exigência populares do Não pagamos!

É um facto que merece ser assinalado, sendo que em próximas conferências ou Congressos da esquerda o Não pagamos! far-se-á certamente ouvir ainda com mais intensidade.


Encontro na Aula Magna: Reforça ampla unidade pelo derrube do governo de traição nacional e de Cavaco! 


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