PAÍS

Viva o 1.º de Maio!

A Luta da Classe Operária pela sua Emancipação!
O 1.º de Maio é um dia de luta, de luta dos trabalhadores

A escolha do dia 1.º de Maio como data representativa da luta dos trabalhadores contra a classe que a oprime e explora, contra a escravidão assalariada, contra o capital corresponde a uma decisão do Congresso Socialista Internacional realizado a 14 de Julho de 1889, em Paris, e comemorou-se internacionalmente, pela primeira vez, em Maio de 1890 em homenagem aos mil e quinhentos operários de Chicago, que no dia 1.º de Maio de 1886, numa movimentação mais ampla que englobou mais de 350 000, se reuniram em luta pela jornada de trabalho de 8 horas e foram massacrados, seguindo-se a prisão de um grupo de dirigentes operários, após a explosão de uma bomba lançada por um provocador da polícia durante um comício de protesto.

Nessa data, já o Manifesto do Partido Comunista tinha sido publicado (1848), apresentando o programa/estratégia dos comunistas, simultaneamente condensado na palavra de ordem “Proletários de todos os países, uni-vos”, pretendendo-se significar com essa frase que a classe operária só sairá vitoriosa dessa luta se a fizer num âmbito internacional, não nacional (não significa isto que não se faça a revolução nos países em que existam condições para tal) e se a fizer autonomamente, ou seja, lutando pelos seus objectivos próprios (a emancipação da classe operária é da própria classe operária) numa organização autónoma. Na palavra de ordem também está contida a ideia, hoje tão importante, de que os operários não têm pátria e “não têm pátria antes de fazerem a revolução. (…)”

A pátria foi-lhes expropriada pelos burgueses e pelo modo de produção burguês, com a necessidade de construir um mercado mundial para o capitalismo. Como, todavia, o proletariado deve, em primeiro lugar, conquistar o poder político, tem de elevar-se à condição de classe nacional e tornar-se ele mesmo a nação.1

O capitalismo também não tem pátria, o capitalista é “cosmopolita”, ou seja, explora a classe operária em qualquer e todos os cantos do planeta.

No momento actual, em que o capitalismo de mundializou, essa estratégia internacionalista torna-se muito clara e impõe-se. Na luta pela sua emancipação, a classe operária tem de se preparar, aprender com as experiências do movimento operário internacional e robustecer-se aprofundando o seu conhecimento teórico do marxismo. Não pode ficar isolada e à mercê das manipulações da classe que a oprime, sujeita a ser um joguete de oportunistas e revisionistas, que a entretêm com reformas baseadas no mais vale pouco que nada, e a ideias moralistas pacifistas, chauvinistas e nacionalistas, impedindo-a de avançar ou arrastando-a para o seu lado e transformando-a em carne para canhão.

O Camarada Arnaldo Matos, no 1.º de Maio de 2018, numa abordagem ao momento histórico, afirmou “(…) dentro em breve, qualquer dia, qualquer ano, qualquer dezena de anos, qualquer década, há-de haver qualquer luta entre os imperialismos actuais, porque todos precisam de petróleo e este não dá para todos, precisam todos de matérias primas e as matérias primas não chegam para todos.(…) A partir de agora, a luta do imperialismo é a guerra; mais cedo ou mais tarde, conduz à guerra e, portanto, nós preparamo-nos para novas guerras.”

E ela aí está, também na Europa!

A guerra inter-imperialista que formalmente se iniciou a 24 de Fevereiro deste ano, mas que se irá expandir, mercê das profundas contradições que impedem o desenvolvimento e expansão do capitalismo, e cuja violência ameaça destruir o mundo só pode ser travada pela acção da classe operária, daí todo o cuidado que o capitalismo tem na criação e manipulação da opinião pública, visando desencadear e acicatar sentimentos básicos das populações, impedindo e desviando a sua acção para, mais tarde, de surpresa, lhe cair em cima.

A classe operária deve unir-se, organizar-se e lutar contra a guerra inter-imperialista em desenvolvimento, escolhendo o caminho da sua emancipação!

Nem um soldado para a guerra imperialista! NATO fora de Portugal!

Nenhum apoio às forças imperialista sejam elas quais forem: americanas, europeias ou russas!

Ou destruímos o capitalismo ou o capitalismo destrói o planeta!

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1- Matos, Arnaldo, Manifesto do Partido Comunista - Notas de Estudo (Nota corrigida às 7:30 de 2 de Maio)

 

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