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Conselho de Finanças Públicas destapa careca do governo!
 
presidente Conselho Finanças PúblicasO estado de emergência que levou à imposição da medida terrorista de confinamento em Abril deste ano, teve como consequências, na altura, o aumento do desemprego e da precariedade, uma sucessão de falências, o cancelamento de mais de um milhão e meio de consultas hospitalares, o acesso vedado aos utentes dos Centros de Saúde para consultas presenciais ou tratamentos e consultas de enfermagem, e um aumento considerável do número de óbitos em relação a 2019.
 
Oito meses volvidos, temos conhecimento de que foram já canceladas mais de uma centena de milhar de cirurgias e mais de 6 milhões de consultas – externas, hospitalares e nos Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiar –, bem como exames complementares de diagnóstico. É também público que já se registaram mais de 10 mil mortes em realção a 2019, sendo que apenas 27% delas podem ser atribuídas à Covid-19.
 
Esta 5ª feira, 12 de Novembro, a presidente do Conselho de Finanças Públicas (FCP), Nazaré Costa Cabral, foi à Assembleia da República alertar que a economia portuguesa vai enfrentar ainda mais “desemprego massivo e falências massivas” se, por um lado, a crise pandémica continuar a fazer sentir-se e se, por outro lado e sobretudo, as medidas fascistas, privativas da liberdade, que o governo tem estado a impor às populações prosseguir.
 
Preparem-se para o pior! Foi a mensagem que esta especialista em finanças públicas deixou durante a audição de hoje no Parlamento, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2021. Uma mensagem avisada, tendo em conta a natureza deste governo, o seu histórico e o histórico de imbecilidade e incompetência da direcção de estruturas tuteladas por si, como é o caso da Direcção-Geral de Saúde (DGS). 
 
Considerando demasiado optimista a previsão do governo de António Costa para a taxa de desemprego – quer a que se registará no final de 2020, estimada em 8,7%, quer a que se prevê para 2021, de 8,2% – Nazaré Costa Cabral insistiu em realçar que vão ocorrer “falências massivas”, o que terá reflexos nos números do desemprego que serão muito mais elevados do que aqueles que o governo estima, sobretudo no sector de serviços – terciário –, em particular nas áreas do turismo e restauração.
 
Foi relevante o facto de Nazaré Costa Cabral ter relembrado na supracitada audição que o Orçamento de Estado “foi construído no pressuposto da não intensificação da crise pandémica e de medidas de distanciamento social mais restritivas”. Tal parecer revela que é justa a nossa apreciação quanto ao facto deste Serviço Nacional de Saúde (SNS) se encontrar num estado caótico, sujeito a modelos de gestão hospitalar desenhados, não para satisfazer as necessidades dos doentes que a eles acorrem, mas para “cortar gorduras” e preparar o SNS para a privatização.
 
Um SNS que não está minimamente preparado para fazer face a uma qualqur crise sanitária. Um governo que aposta em medidas terroristas e fascistas para induzir o medo e a repressão, ao mesmo tempo que impõe que os doentes só possam aceder aos serviços hospitalares e aos centros de saúde por virtude de episódios Covid-19. 
 
Não tendo em conta uma agudização da pandemia – como não teve em conta as insuficiências do sistema de saúde quando ela ocorreu – Nazaré Costa Cabral antecipa graves dificuldades e duvida que o objectivo de recuperação da economia de 5,4% anunciado pelo governo, tenha condições para ocorrer.
 
A especialista em finanças públicas, ao denunciar a falta de transparência consubstanciada no bloqueio sistemático que o Ministério das Finaças tem feito a que o Conselho Nacional de Finanças aceda a dados sobre a contabilização do impacto orçamental das medidas de resposta à Covid-19, prenuncia, desde já, que Costa e os lacaios do seu governo se preparam afincadamente para manipular os números, a fim de apresentar, em 2021, um quadro mais favorável do agravamento da crise económica e sanitária.
12Nov2020
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