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SNS – aumento do número de mortes, indicador de uma política assassina!
Há muito que havíamos denunciado que, para encobrir a falência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), governos de praticamente todo o mundo, governos que defendem os interesses do capital e a manutenção do modo de produção capitalista, tinham feito um autêntico bloqueio ao acesso das populações ao cuidados de saúde, à pala da teoria da necessidade de afectar todos os recursos médicos e hospitalares a uma alegada pandemia.
Num artigo que publicámos a 26 de Abril do corrente – Uma pandemia paralela provocada pela diminuição da realização de urgências e consultas hospitalares! – explicávamos como se estavam a gerar as condições para uma mortandade – a roçar a eugenia – sem precedentes. Na altura, evidenciámos com números, a denúncia que levámos a cabo.
Pois bem, vem agora o Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciar que, desde o início da pandemia em Portugal e até ao dia 4 de Outubro do corrente, morreram 68 227 pessoas, ou seja, mais 7474 mortes, comparativamente com o mesmo período homólogo dos últimos 5 anos. Ainda segundo a publicação do INE – “A mortalidade em Portugal no contexto da pandemia Covid-19” –, das 7474 de mortes que ocorreram a mais, 2018 foram de pessoas alegadamente infectadas com o vírus SARS-Cov-2.
Mesmo que tenhamos em conta que deste acréscimo de mortes cerca de um quarto terá sido da responsabilidade da doença provocada pelo vírus SARS-Cov-2 – o COVID-19 –, o “lockout” que se operou no SNS foi um crime contra a humanidade que terá de ser necessariamente investigado, devendo os seus responsáveis ser exemplarmente punidos.
Para que não restem dúvidas de que o número de mortes registadas a mais não derivam da pandemia de Covid-19, o INE afirma, no supracitado documento, que o número de mortes por Covid-19, apenas fornece uma medida parcial desses efeitos. Outro dado importante realçado pelo INE é o que assinala que dos 93.294 casos de infecção assinalados até 4 de Outubro, resultou a morte de 2.128 pessoas, na maioria dos casos  idosos na faixa etária acima dos 75 anos, com comorbidades que já indiciavam uma esperança de vida limitada.
Melhor se percebe agora a justeza das denúncia que fizemos, a 07 e a 22 de Abril do corrente nos artigos que pode consultar em – Lares de idosos, há que travar o genocídio sanitário! e Idosos em lares do concelho de Loures correm risco de genocídio sanitário! – onde se evidenciava que uma grande percentagem de mortes por Covid-19 se registava, precisamente, nesta população mais idosa, sobretudo naquela que estava confinada em lares.
Por todo o mundo começa a formar-se uma vaga de contestação popular, com levantamentos, manifestações e acções políticas massivas, de operários e trabalhadores que não estão mais dispostos a serem manipulados, e já começaram a compreender que o que está em causa – como sempre esteve – é a destruição do SNS que já estava num tremendo caos, antes da ocorrência da pandemia, para satisfazer um modelo de gestão capitalista que se baseia, não em providenciar serviços de saúde adequados às populações, mas levar o SNS a uma situação em que a privatização seja conciderada um ... “mal menor”! 
19Out2020
LJ
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