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Bastonários dos Médicos, Enfermeiros e Farmacêuticos, expõem mentiras de Costa!

O presidente da república ao afirmar que, no âmbito da crise pandémica que se vive no país, ninguém – leia-se, do aparelho de estado – vai mentir  a ninguém sobre seja o que for...está a mentir! E descaradamente! Isto porque ele sabe, tão bem como nós, que o primeiro-ministro Costa, é um mentiroso compulsivo e criminoso. Ora quem não denuncia as mentiras de outrém só pode ser cúmplice das ditas!

Afirmou Costa, sem que lhe corassem aquelas trombas, que «até agora não faltou nada e não é previsível que venha a faltar» ao Serviço Nacional de Saúde para enfrentar o Covid-19. Basta ver como reagiram os bastonários das Ordens dos Médicos – Dr. Miguel Guimarães –, dos Enfermeiros – Enf.ª Ana Rita Cavaco – e dos Farmacêuticos – Prof.ª Ana Paula Martins –, às afirmações por ele produzidas durante uma entrevista que concedeu à cadeia de televisão TVI, para percebermos o alcance, a extensão e a gravidade das suas mentiras.

Numa carta dirigida ao primeiro-ministro pelos bastonários das supracitadas Ordens, estes começam por considerar que “a situação de crise de saúde pública internacional provocada pelo novo coronavirus”, encontrou pela frente um país onde enormes carências se verificavam no sector da saúde, impreparado para esta crise, com um governo que não soube, nem quis, antecipar “todas as medidas possíveis para” o preparar, e aos seus “vários sectores para a pandemia que estamos a viver”.

Relembrando que o “primeiro caso COVID-19 no nosso país foi noticiado no dia 2 de Março, o que nos deveria ter proporcionado uma margem de manobra superior à de outros Estados que foram confrontados com o surto mais cedo”, os três bastonários denunciam, de forma demolidora que “infelizmente...o governo, e o Ministério da Saúde em particular, não têm estado a acautelar medidas básicas” que podem “comprometer todo o esforço de combate a este surto, de que é exemplo máximo a escassez de equipamentos de protecção individual”.

Respaldada no conhecimento das situações que ocorrem no terreno, relatadas pelos profissionais de saúde que aquelas Ordens representam, a carta que os três bastonários endereçaram  a António Costa denuncia de forma veemente as condições que aqueles profissionais estão a ter no terreno, sem que esteja  “acautelada a proteção das suas próprias vidas, dos seus familiares e dos seus doentes”, sublinhando que “a falta de equipamentos de proteção individual está a contribuir para que entre o número de infectados, ou de pessoas colocadas em quarentena por contacto com caso positivo, estejam muitos profissionais de saúde”, sendo de esperar que a taxa de infectados pelo COVID-19 entre profissionais de saúde, que “representam em Espanha 12% do total de infeções, contra 8% em Itália e 4% na China”, venham a ter idêntica, senão superior, amplitude no nosso país.

Enfatizando que não estariam a cumprir o papel que se espera de associações profissionais de interesse público,  os bastonários dos Médicos, Enfermeiros e Farmaceûticos não têm quaisquer dúvidas de que, quando for atingido o pico da pandemia, Portugal, ao contrário do que afirmou o Pinóquio Costa, não dispõe nos seus hospitais e centros de saúde “de um número de profissionais de saúde suficiente, em virtude de terem adoecido”, situação agravada pela ocorrência de várias falhas de segurança, “faltando desde máscaras, a luvas, fatos de protecção e desinfectantes alcoólicos, o que é extensível à rede de farmácias”.
A falta de profissionais de saúde, de equipamentos diversos e de uma rede de saúde integrada e eficaz são, de há muito, resultado de uma política criminosa, que assenta na opção deste governo em atender, prioritariamente, ao pagamento aos agiotas internacionais e nacionais, gastando mais do dobro no pagamento do “serviço da dívida” – amortizações+juros – do que aquilo que destina ao Orçamento de Estado para o sector da saúde, onde se inclui o SNS.

Há vários anos que os bastonários das Ordens dos Médicos, Enfermeiros e Farmacêuticos denunciam a necessidade urgente de contratação de mais de 20 mil profissionais da saúde. E isto antes da pandemia. Imagine-se, pois, como nesta crise pandémica se projecta e exponencia a insuficiência de meios humanos.

Para além de mentirosa, soa também a hipócrita a supracitada entrevista de Costa à TVI. Ao mesmo tempo que finge elogiar a bravura e denodado empenho de todos os profissionais de saúde, escamoteia o facto de que a Orientação 013/2020 da Direcção- Geral da Saúde, de 21 de Março transacto, relativa à exposição daqueles profissionais ao COVID-19, é manifestamente insuficiente, pois, “mesmo nos casos de alto risco de exposição, apenas prevê uma vigilância activa do profissional, e, só perante febre ou sintomas respiratórios compatíveis com o COVID-19, serão iniciados os procedimentos dos casos suspeitos, como a realização de exames laboratoriais”.

Verberando esta “aplicação conservadora dos testes”, os três bastonários são unânimes na constatação de que, como o indicam inúmeros artigos publicados noutros países, o caminho a seguir é diametralmente oposto a este, salientando que para se obterem “bons resultados no controlo do surto” é necessário perceber que “a infecção pode ser assintomática em muitos cidadãos”, o que só vem reforçar “a importância de testar mais pessoas na fase de mitigação em que nos encontramos”, e concluindo com uma certeza, a de que é absolutamente necessário “antecipar, proteger e testar”, as três metodologias sem as quais “nunca poderemos obter os melhores resultados para Portugal” e , acrescentamos nós, para a classe operária e para os trabalhadores portugueses.

Completamente a nú e expostos ficam, pois, os reais motivos e objectivos do golpe de estado institucional que Marcelo e Costa – com o beneplácito de todos os partidos do arco parlamentar – levaram a cabo, com a esfarrapada desculpa de estarmos perante uma emergência nacional.
Apesar dos esforços de jornalistas de merda e do jornalismo de merda que tem levado Costa ao colo como herói nacional, sabemos bem que o caos está instalado no SNS e que, a par da crise económica e financeira que já se vivia, a actual pandemia – e as medidas que foram decretadas com o estado de emergência nacional – só veio exponenciar.
Não sendo, como fica claro na carta enviada pelos bastonários das Ordens dos Médicos, Enfermeiros e Farmacêuticos, o objectivo do governo a preocupação com uma melhor gestão da crise pandémica e, muito menos, pela condução e execução de uma efectiva política de saúde que vá de encontro às necessidades da classe operária e dos trabalhadores, o objectivo só pode ser o de preparar a repressão contra os levantamentos populares que, certamente, ocorrerão como expressão da oposição popular à política criminosa que este governo e seus cúmplices persistem em levar por diante.

25Mar2020

LJ

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