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COVID – 19 - Jornalistas e jornalismo de merda!

E no início eram o verbo...de encher! Estamos, claro, a falar dessa casta de parasitas que se auto-intitulam, abusivamente, de jornalistas. Lembrar-se-ão certamente de como foram humilhados por alguns dos mais brilhantes humoristas da nossa praça, quando andavam à caça de infectados com o coronavirus por todo o país. Era o ridículo “lá vai um”, todos os dias e a todas as horas.

Depois, advinha a frustração. Afinal ainda não era desta! E lá víamos os nossos jornalistas de merda, esse putedo que se vende por um prato de lentilhas a quem melhor lhes paga, a ver a industrializada China a exibir o caos que a pandemia estava a provocar naquele país. Só em Portugal, esse país que eles retratavam como sendo terceiro-mundista, nada se passava... nem um infectadozinho!

De repente, começaram a jorrar infectados mas, frustração das frustrações, não se sucediam, como em Itália e na Ásia – países e zonas desenvolvidas e não com o atraso atávico do nosso país – casos de morte. Mal se deu a primeira fatalidade soaram as trompetas. Finalmente o país, a avaliar pelos comentários e excitação da comunicação social, estava alinhado com o que de mais desenvolvido se observa por esse mundo afora.

Esta imprensa, onde pululam imbecis armados em intelectuais, que ademais se arvoram em guardiões da verdade, do saber e, sobretudo, da moral e dos bons costumes, está a fazer um excelente serviço à classe dominante, através dos órgãos de “informação” que esta controla e detém e que lhes paga principescamente para alienar todos aqueles que se deixam infectar pela  informação que veiculam.

Vendem a pluma para encobrir, com a pandemia do COVID-19, que a crise caótica e incontornável do sistema capitalista e imperialista mundial não foi provocada pelo virus, mas sim a crise a potenciar a pandemia por ele provocada,  já que captura todos os recursos financeiros que seriam importantes e imprescindíveis para lhe fazer face.

Mas este putedo, estes jornalistas e este jornalismo de merda, vão mais longe! Estão, a mando do governo, do presidente da República e dos partidos da direita – todos os que estão representados no “arco parlamentar “– a criar as condições para se formar uma “opinião pública” favorável a uma resposta mais “musculada” à crise pandémica. Uma resposta que faria corar de vergonha o outro Marcelo e o seu tutor Salazar, por nunca se terem lembrado de ir tão longe!

Escamoteando que o anunciado decreto de estado de emergência visa, sobretudo, calar as vozes discordantes daqueles que – em cada vez maior número – percebem que o que se pretende com tal medida é abafar a denúncia de que a pandemia poderia ter sido travada mais cedo e que, não fosse o priviligiar do pagamento de uma dívida odiosa – que não foi contraída pelo povo, nem o povo dela retrirou qualquer benefício –, neste momento o nosso Serviço Nacional de Saúde (SNS) teria, ele sim, uma possibilidade mais musculada de lhe fazer frente, tratando daqueles que por ela foram afectados.

É disso que se trata! Caucionar a suspensão de direitos constitucionais à liberdade de expressão, de circulação, de bem estar. E é por isso que Costa elogia fervorosamente jornalistas de merda, que fazem um jornalismo de merda, como é o caso de Rodrigo Guedes de Carvalho.

18Mar2020

LJ

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