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Parlamento Europeu absolve crimes do regime nazi e do fascismo!

Foi na 6ª feira passada, dia 15 de Novembro, que pela mão dos partidos de extrema-direita, fascistas e neo-nazis, respectivamente, CDS, Iniciativa Liberal e Chega, a Assembleia da República acolheu uma moção que pretendia colar o parlamento nacional a uma Resolução do Parlamento Europeu que associava o comunismo ao fascismo e ao regime nazi.

Resolução que havia sido discutida e aprovada no dia 19 de Setembro nesse covil de reaccionários ao serviço dos interesses económicos, financeiros, mercantis e militares da casta capitalista e imperialista que explora os operários e os povos em todo o mundo, que é o Parlamento Europeu.

Assustados com o “espectro do comunismo”,  os 751 membros daquele Parlamento, todos eles representantes da burguesia , salvo aquela pequena minoria que (ainda) se reclama da esquerda – mas que não passa de uma eterna candidata a gestora dos interesses do patronato e do imperialismo –, adoptaram uma Resolução que mais não pretende do que desviar a classe operária e as classes populares suas aliadas, da sua dedicada, firme e resoluta luta contra o sistema capitalista e pela abolição da escravatura assalariada.

Bem pode agora o PS vir com a sua bem conhecida hipocrisia oportunista votar contra esta moção ou o PSD abster-se, que tal manobra não conseguirá escamotear a direcção de voto, favorável ao texto da Resolução, que tiveram numa das casas do imperialismo europeu, o Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Nem poderão escamotear que caucionaram com o seu voto em Estrasburgo os extermínios da fome, as guerras e as doenças infligidas ao longo dos séculos pela infame classe que representam – a burguesia – e o seu sistema, capitalista e imperialista.

O que a Resolução aprovada pelo Parlamento Europeu a associar o comunismo ao nazismo e a apresentação de uma moção na Assembleia da República de apoio a tal documento provam é que o Parlamento Europeu, está preocupado e com medo do "espectro do comunismo" que ainda paira, como nos dias de Marx e Engels, nos céus da Europa.

Espectro que ainda não chegou a todos os países e a todo o velho continente, mas que o crescendo das lutas e levantamentos populares em todo o mundo, vêm comprovar que certamente acontecerá, no tempo devido, quando não houver mais qualquer escapatória para a burguesia, perante o triunfo do novo poder da classe operária, da democracia proletária e socialista.

"Um espectro percorre a Europa: é o espectro do comunismo". Com esta perspectiva histórica inevitável, promissora para o velho continente, Marx e Engels iniciavam o seu trabalho imortal, o Manifesto do Partido Comunista. Com esta frase, os Mestres do Proletariado Internacional, após milénios de história repressiva das necessidades dos trabalhadores, anunciaram à classe explorada que a conquista certa de uma nova sociedade socialista, primeiro, e comunista a seguir, que infelizmente ainda não foi definitivamente realizada, mas que permanece e com força na agenda da história dos povos europeus e de todo o globo terrestre, era possível de alcançar.

Associar o comunismo ao nazismo é condenar aqueles que mais lutaram contra o nazismo. É, em última análise, branquear os milhões de assassinatos (centenas) que as guerras imperialistas impuseram – e continuam a impor –  aos povos e nações de todo o mundo com o fito de os dominar para melhor saquear os seus recursos e activos.

17NOV2019

LJ

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