INTERNACIONAL

O revisionismo no poder é o social-fascismo no poder

Sobre o massacre de Markina e a heróica luta dos Mineiros da África do Sul

mineiros assassinadosNo seguimento de um poderoso movimento grevista que nos últimos meses se tem intensificado nas minas da África do Sul, os trabalhadores da maior mina de platina explorada pela empresa britânica Lonmin (a mina de Marikana, situada em Rustenberg, no noroeste do país) desencadearam, no passado dia 9 de Agosto, uma greve por tempo indeterminado, por melhores condições de remuneração e de trabalho. Ao sétimo dia de greve, o governo, mancomunado com a administração da empresa e com alguns sindicatos, com destaque para a principal organização sindical, ligada ao partido do poder, o ANC, organizou e consumou um hediondo massacre sobre os trabalhadores em greve, mandando a polícia assassinar a sangue-frio um número ainda não determinado de mineiros (34 na versão do governo) e ferindo gravemente cerca de oitenta mais. Outros 289 trabalhadores foram encarcerados e começaram já a ser julgados. Apesar desta acção criminosa e desesperada, cuja natureza e gravidade são em tudo idênticas às dos crimes e massacres perpetrados pelo sistema designado de “apartheid” que vigorou no país até meados da década de 1990, os mineiros de Marikana mantêm-se firmes na sua luta. Quando escrevemos estas linhas, a greve prossegue e começou já a estender-se a outras explorações mineiras.


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