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INTERNACIONAL

Depois da Guerra de Genocídio em Gaza - Exército Sionista de Israel Debaixo de Fogo

Logo que as armas se calaram na Faixa de Gaza, no passado dia 26 de Agosto, por virtude da resistência vitoriosa do Hamas e do povo palestiniano contra a cobarde agressão perpetrada pelo exército sionista de Israel, as forças armadas sionistas têm estado continuamente debaixo do fogo da crítica em três frentes: em primeiro lugar, na frente interna da direita judaica, a qual questiona vivamente o governo de Natanyahou sobre os motivos por que um dos mais bem apetrechados exércitos do mundo – o sionista – não conseguiu superiorizar-se ao Hamas e teve de retirar; em segundo lugar, na consciência moral internacional, presidida pela Organização Internacional dos Direitos Humanos (HRW), que acusa o governo israelita e o exército sionista da prática de crimes de guerra na Faixa de Gaza; e, finalmente, na frente interna do próprio exército sionista, onde alguns militares questionam a sua utilização na preparação e execução de crimes de guerra contra o povo palestino.

Que a direita judaica, ultra-reaccionária e xenófoba, não suporte a humilhação imposta ao seu sofisticado exército pelos palestinos pés-descalços, é coisa que já aconteceu por três vezes e vai continuar a acontecer, sempre que o arrogante exército sionista invade a Faixa de Gaza com o propósito de destruir o Hamas.

Agora que os sionistas sejam acusados da prática de crimes de guerra, pela esmagadora maioria dos países do mundo, pela ONU e, ainda por cima, pela Organização Internacional dos Direitos Humanos, isso é que se está a tornar verdadeiramente difícil para um povo que, até agora, tem lutado por ostentar em exclusivo o pergaminho do Holocausto. Afinal, os perseguidos dos nazis são ainda piores que os próprios nazis!...

Onde, todavia, a porca torce o rabo é quando, no seio do próprio exército sionista, surgem vozes críticas à conduta militar criminosa dos próprios sionistas. E é precisamente o que acaba de acontecer com a Unidade 8200.

A Unidade 8200 é, para o exército sionista de Israel, o equivalente à NSA – Agência de Segurança Nacional – para o exército dos Estados Unidos, uma unidade de espionagem, encarregada de armazenar e tratar vastíssima quantidade de dados electrónicos, de escutas e de imagens de satélites.

No fundo, é a Unidade 8200 que fornece toda a matéria-prima para todas as operações militares.

Ora, a semana passada acabou com a publicação, na última sexta-feira, de uma carta recalcitrante proveniente da Unidade 8200, a unidade de elite do exército de Israel, especializada em espionagem. Quarenta e três reservistas, entre os quais dez oficiais, exprimiram a sua recusa total em participar em qualquer acção que tivesse por objectivo atingir a população palestiniana.

O documento acusa o Estado-Maior sionista de desviar a Unidade 8200 da sua missão primordial – que é a segurança do país – para a organização da vigilância generalizada e intrusiva da sociedade palestiniana.

Em nome da moral e sua consciência, os signatários do documento explicam que os elementos coligidos pela Unidade “atingem os inocentes”, visto que são utilizados para fins de perseguição política e com o propósito de suscitar divisões na sociedade palestina, recrutando colaboradores e lançando partes da sociedade contra a própria sociedade.

Nomeadamente, citam a utilização de informação sobre preferências sexuais, infidelidades ou situações financeiras para exercerem pressões sobre os indivíduos.

Muito embora não acatando as opiniões dos reservistas, Jehudo Shaul, fundador da sociedade que recolhe os testemunhos dos soldados sobre as suas missões em Gaza e Cisjordânia, considera o protesto dos reservistas muito importante. Durante anos – comenta ele – disse-se-lhes que não tinham responsabilidade no que acontecesse com as suas informações e que, por isso, podiam dormir descansados, porque não eram eles quem puxava o gatilho. Mas isso não é inteiramente verdade. O que se lhes pode levantar é a questão de que têm sempre que prestar contas dos seus actos.

Como se vê, mesmo os sionistas têm os seus pontos fracos, e são essas fraquezas ideológicas que, cedo ou tarde, os levam à derrota.

Como aconteceu na terceira invasão da faixa de Gaza, aqui há dias.

Espártaco

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