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Esta, Só no Jornal do Belmiro!...

publico01O jornal do Belmiro, nesta fase final da sua agonia, tem sido dirigido por uma mulher, de nome Bárbara Reis, que tem a singular característica de possuir uma memória muito curta, ou de todo em todo não possuir memória, ou até de achar que um director do jornal do Belmiro não deve mesmo ter memória nenhuma.

Nos últimos três anos, o Público e D. Bárbara assestaram as suas baterias contra a Síria e o povo sírio, e, sem saberem nada do que concretamente lá se passa, atacaram todos os dias o regime de Assad, do mesmo passo que apresentaram aos pouco leitores que ainda lêem aquele pasquim uma visão idílica e amorosa de toda a oposição síria.

Claro que D. Bárbara finge que não sabe que é a União Europeia, D. Angela Merkel, a Nato, a Cia e os imperialistas ianques quem arma aquela oposição inocentinha, que vai matando centenas de milhares de sírios e destruindo totalmente o país.

Acontece que o regime sírio, justamente porque goza do apoio do povo, resistiu aos cobardes ataques daquela oposição santinha e ternurenta e está mesmo em vias de a derrotar completa e definitivamente.

Há muito tempo que Bashar Al Assad e os seus aliados na guerra civil da Síria têm chamado a atenção dos diplomatas da União Europeia e dos Estados Unidos da América para a total irracionalidade da sua política para com a Síria, visto que os europeus e os ianques têm estado a armar o maior e mais terrorista dos grupos da oposição síria, precisamente a Alcaida, por suposto, como diriam os castelhanos, inimigos figadais dos Estados Unidos e da Europa.

Claro que D. Bárbara e o pasquim do Belmiro sempre consideraram a sensata denúncia de Bashar Al Assad como uma manifestação de fraqueza do seu regime.
A Alcaida aproveitou-se da participação na guerra civil da Síria para se armar até aos dentes com tudo o que de melhor têm os arsenais da União Europeia, da Nato e do imperialismo americano em matéria de armamento.

Derrotada na Síria pelo povo em armas, a Alcaida, afastou-se, em parte, daquele teatro de operações e ocupou de assalto toda a província iraquiana do outro lado da fronteira síria, tomando em vinte e quatro horas as cidades petrolíferas de Mossul e de Tikrit, esta última a cidade natal de Sadam Hussein, e ameaça marchar agora, triunfantemente, sobre a capital do país, com as armas que lhe deram os europeus e os americanos...

Em menos de três dias, o Iraque ficou ameaçado de cair nas mãos da Alcaida.

D. Bárbara, claro está, não percebe nada disto nem é sequer para isso que lhe pagam. Mas acontece que a distinta directora do pasquim do Belmiro traz hoje, dia 12 de Junho, um editorial no Público, em que, alarmadíssima, conta que um tal Exército Islâmico do Iraque e do Levante (ou ISIS), depois de espalhar o terror na Síria, agora conquista o Iraque. “Se impuserem o seu poder – escreve D. Bárbara -, o Médio Oriente transformar-se-á pouco e pouco num reduto sólido de um dos grupos terroristas mais perigosos do mundo, como o descreve o embaixador dos EUA em Bagdad”.

O embaixador dos EUA em Bagdad dixit e D. Bárbara, como o Dinato de Gil Vicente, transcreve.

Oh, mas quem não admirará esta D. Bárbara e o pasquim do Belmiro: três anos a apoiar as acções da Alcaida – leia-se, do Exército Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS) – na Síria, e, como se D. Bárbara tivesse subitamente perdido toda a memória num dramático ataque de Alzeimer, já não se lembra que está a condenar agora o mesmo grupo armado que, durante três anos, tem vindo a apresentar aos seus leitores como se fora um órgão da oposição democrática ao terrorista regime de Assad.

Oh, quem não admirará as Bárbaras e os Belmiros de Portugal...

Espártaco


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