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EDITORIAL

Um Primeiro-Ministro e um Presidente

Sem Vergonha na Cara

Arnaldo Matos

Há quatro meses e num só dia, a 15 de Junho de 2017, perderam a vida 67 cidadãos portugueses – dois bombeiros e sessenta e cinco civis – nos incêndios florestais de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, três municípios do distrito de Leiria, no centro do país e do pinhal interior.

Marcelo, um presidente da República cada vez mais apalhaçado, foi o primeiro responsável a comparecer nos locais da tragédia para, sem a menor réstia de pudor, garantir aos sobreviventes enlutados que as autoridades, incluindo ele, tinham feito tudo quanto era possível e que não havia culpados.

Marcelo cobriu-se de ridículo, primeiro, e de desprezo, depois, porquanto, nos incêndios de 15 de junho último, todos os civis morreram na ausência de todo e qualquer auxílio, ainda que mínimo, do governo, dos municípios, dos bombeiros ou da autoridade nacional de protecção civil.

A missão essencial de qualquer governo é garantir a vida dos cidadãos a seu cargo. Se sessenta e sete pessoas morrem em incêndios florestais por falta de apoio do governo e dos seus órgãos ou instituições, então as pessoas foram para todos os efeitos assassinadas, ainda que por homicídio negligente, todavia sempre grosseiro, do primeiro-ministro, da ministra da administração interna, dos demais membros do governo e até do presidente da República, o qual apareceu nos locais do sinistro para desculpar os criminosos responsáveis pelas mortes verificadas, que vão até à guarda nacional republicana nos desvios que ordenou às vítimas que procuravam escapar aos incêndios por estradas inesperadamente fechadas ao trânsito.

Ora, o primeiro-ministro António Costa não se demitiu, a ministra da administração interna não se exonerou, o secretário de estado da administração interna não se destituiu e o presidente da República não expediu António Costa para Goa, onde não mataria mais nenhum português decerto.

Os verdadeiros homicidas dos 67 portugueses mortos nos incêndios de 15 de Junho de 2017 ficaram todos nos mesmos lugares públicos onde haviam cometido os seus crimes negligentes.

E aí ficaram impunemente, mesmo depois de publicado o relatório da comissão especial designada por Comissão Técnica Independente, onde, preto no branco e para quem souber ler, são apontados os responsáveis pelas mortes ocorridas, ainda que, cobardemente, a comissão não designe os responsáveis pela tragédia com os nomes com que o povo os denúncia de norte a sul e de lés-a-lés, mas os independentes da Comissão Técnica ocultam.

O relatório da Comissão Técnica Independente foi tornado público no dia 12 de Outubro de 2017, mais ou menos à hora em que os comunistas marxistas-leninistas portugueses homenageavam os camaradas Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa, jovens comunistas revolucionários do PCTP/MRPP, assassinados pela Pide sob o comando de outros governos.

Apesar da comprovada urgência exigida ao relatório da Comissão Técnica Independente, a verdade é que o aludido relatório levou quatro meses a ser redigido e é manifesto que nem António Costa, nem o governo, nem Marcelo tinham pressa em aplicar as medidas nele descritas, nomeadamente a imediata nomeação dos novos responsáveis pelo sistema de prevenção e combate aos incêndios florestais e a adopção das recomendações propostas.

Três dias depois da publicação do relatório ainda nenhuma medida concreta havia sido tomada pelo governo. Até que sucedeu o que era de esperar, tanto mais que o relatório arrasava a protecção civil, a direcção política, o comando técnico e os sistemas de prevenção e combate aos incêndios florestais: a tragédia de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos repetiu-se, linha por linha e palavra por palavra, mas agora nos distritos de Viseu (Vouzela, Carregal do Sal, Nelas, Oliveira de Frades, Santa Comba Dão, Tondela e autoestrada A25) e Coimbra (Penacova, Oliveira do Hospital, Arganil e Tábua).

Desta vez morreram mais 38 civis, estão desaparecidas sete pessoas, há 63 feridos, entre os quais 19 bombeiros, e 16 feridos graves, um deles também bombeiro.

O balanço final da tragédia do passado domingo ainda não está nem pode ainda ser feito. Mas pode-se já adiantar que a tragédia de 15 de junho de 2017 e a tragédia de 15 de Outubro do mesmo ano somam ambas, até agora, o arrepiante número de 105 mortos, abandonados à sua triste sorte e sem ajuda de ninguém.

E também agora, no passado domingo, as pessoas morreram (38) ou ficaram feridas (63) por negligência grosseira do governo de António Costa, da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e do inesperado silêncio de Marcelo.

A responsabilidade por todas estas mortes estende-se também, e com efeito, ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pois o governo é sempre responsável pela morte dos seus cidadãos em tragédias como as dos incêndios florestais e o presidente da República, tendo aliás na devida conta o relatório já publicado da chamada Comissão Técnica Independente, já devia ter demitido o governo de Costa e convocado eleições para uma nova Assembleia da República, um novo governo e uma nova política florestal e contra os incêndios florestais.

A permanência do governo de António Costa no poder, com todos os responsáveis por mais de uma centena de mortes em incêndios de florestas, demonstra que nem António Costa nem o presidente da República têm vergonha na cara e que continuam, como gente sem vergonha, que não adoptam as medidas indispensáveis que ponham termo às tragédias dos incêndios florestais e às centenas de mortes que vão causando.

Os incêndios florestais já provocaram, desde o ano 2000 e até agora, um total de duzentos e vinte e sete mortes. E as tragédias de incêndios florestais ameaçam ser cada vez maiores no futuro.

Metade de todas as mortes ocorridas em incêndios florestais sucederam num só ano do governo de António Costa. O caos está instalado e ninguém acredita na capacidade do actual governo para pôr termo a tais desgraças.

Rua com o governo de António Costa!

Marcelo deve demitir o governo de António Costa ou demitir-se ele próprio da presidência da República.

Há que por termo a este morticínio injustificável, devido unicamente à incompetência e irresponsabilidade do governo.

O problema já não é Constança Urbano de Sousa; o problema é cada vez mais António Costa.

Costa é o autor, enquanto ministro da administração interna de Sócrates, do sistema, totalmente ineficaz, até agora adoptado contra os incêndios florestais actualmente em vigor e absolutamente rejeitado pela Comissão Técnica Independente.

E, como primeiro-ministro, Costa não dotou o País dos meios necessários para prevenir e combater com sucesso os incêndios florestais. Como pode continuar no governo?

17Out17


 


 

 

 

 

 

 

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