EDITORIAL

Um Governo de Corruptos

Três secretários de Estado do governo de António Costa andam hoje na berlinda, porque se deixaram comprar pela Galp para verem gratuitamente jogos da selecção portuguesa de futebol em França, no último campeonato da Europa.

Para que conste, os três políticos corruptos são: Fernando da Rocha Andrade, secretário de estado dos assuntos fiscais, João Vasconcelos, secretário de estado da indústria, e Jorge de Oliveira, secretário de estado da internacionalização.

Qualquer destes três vendidos e comprados trabalha para a Galp e demais empresas monopolistas no governo. Não há aliás nenhum governo capitalista burguês que não seja um governo de corruptos, gatunos e ladrões.

No nosso Partido, andamos todos agora a estudar e a reestudar um livro absolutamente fundamental de Marx e Engels, intitulado Manifesto do Partido Comunista. Aí escreveram Marx e Engels, mais ou menos por páginas 52 da nossa edição Bandeira Vermelha, que o governo moderno não é outra coisa senão uma comissão que gere os negócios comuns de toda a classe burguesa.

Tendo em vista os interesses de classe do proletariado, todos os governos burgueses são governos de gatunos, de corruptos e de ladrões.

Lembrem-se apenas do governo de Sócrates, de que já faziam parte António Costa e dois dos secretários de estado agora comprados pela Galp, e não esqueçam, nesse mesmo governo, Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, hoje com um magnífico tacho no Banco Central Europeu, ao lado de Mário Draghi, Constâncio que é responsável pelo começo do descalabro total do sistema financeiro nacional.

Não se esqueçam de comprados e vendidos como Vítor Gaspar, ministro das finanças de um governo de gatunos dirigido por Passos Coelho e Portas, e hoje no Fundo Monetário Internacional, onde ainda receberam grandes tachos dos monopólios Álvaro Santos Silva, na OCDE, António Mexia e Catroga, nos monopólios da electricidade adquiridos pela China, e de Maria Luís Albuquerque, ao serviço do sistema bancário britânico.

E sobretudo não esqueçam gatunos como Durão Barroso, que começou o treino a assaltar e a roubar mobília na Faculdade de Direito de Lisboa e agora está no Goldman Sachs, a assaltar bancos na União Europeia, o tal que foi durante oito anos presidente da respetiva Comissão.

O que há de interessante nisto tudo é que António Costa, em vez de correr a pontapé os corruptos que, em menos de um ano de actividade, já se revelaram três zelosos sacristas no gamanço, promete um código de ética para moralizar São Bento…

Como se pode moralizar gatunos que aceitam deixar-se corromper pela Galp, uma empresa que não paga ao Estado 240 milhões de euros em dívida – e não 100 milhões, como dizem os jornais! – montante da contribuição extraordinária que lhe foi aplicada sobre os lucros, contribuição que todos os operários pagaram por desconto directo nos seus salários?

Nós rejeitamos os códigos de ética de António Costa, de Sócrates e de Passos Coelho. Nós chamamos o proletariado a derrubar pela força, com todos os meios ao seu alcance, os governos da burguesia, porque todos eles são, como ensinam Marx e Engels ainda hoje, comissões de gestão dos negócios de toda a classe burguesa capitalista.

E sobretudo não se esqueçam: o partido social-fascista de Jerónimo de Sousa apoia, apoiou e apoia… um governo que já soma três declarados corruptos no activo.

Não é de admirar: pois foi um ex-ministro do PCP de Jerónimo, um tal Pina de Moura, quem privatizou a Galp, para a qual depois entrou como administrador, a ganhar 12 vezes mais do que ganhava como ministro das finanças vendedor…

Ah, mas então digam-me lá: isto não é tudo um putedo?!

06.08.2016

 

Arnaldo Matos

 


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