CULTURA

Horas sombrias

Horas sombrias

Os dias são hoje longas horas
Sombrias trovoadas humanas
E as ruas escutam silêncios
Vivemos de dentro para fora
Só nos resta escutar
E quantas vozes desumanas
Ouvir tornou-se igual a acreditar
Vemos rostos sofrendo a sorrir
Cuidando e cuidando
Pondo os outros primeiro que os seus
Os números assustam-nos de hora a hora
Ainda se dirigia sem agir
Não foi o vírus que escreveu a demora
Foi o sorrir a mentir
E os factos a ignorar,
Descuidando e descuidando!

Março 2020

Alberto de Sousa

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