CULTURA

Dinheiro e negação da negação

Dinheiro
E negação da negação

(“O capital é trabalho acumulado” K. Marx)


Dinheiro é trabalho alienado.
É representação no lugar do representado
Que há quem tome pela que representa!

Mas nem oiro nem prata
Ou outra forma de moeda
Se bebe e se mastiga.
Não nos cobrem a guardar do frio
Não nos defendem do sol, do vento e da chuva,
Não curam doença
Nem nos transportam às cavalitas
A parte alguma deste mundo.

Dinheiro é trabalho alienado
À força de se ter e se não ter
Imagem socialmente validada
Do que a uns se priva
E privado a outros se impõe.

O dinheiro é a alienação do trabalho
No braço-de-ferro
Entre quem cria e não cria
Entre quem frui e não frui
Entre quem cria e não frui
E entre quem frui e não cria.

Dinheiro é produto quantificado
Na quantificação do alienado.
Com ele tudo se compra e tudo se vende
Em portentosa e grotesca troca universal.
A inventiva, ludibriosa, transitória
Compreendida e enfim domada
Dúplice necessidade da necessidade humana
Na luta e universalidade de quem trabalha
Terá lídimo ocaso e sequente termo.


02/03Fev2021

Pedro

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