CULTURA

Apresentado, em Alhos Vedros, o livro Sete Fôlegos do camarada Leonel Coelho

Apresentado, em Alhos Vedros,

o livro Sete Fôlegos do camarada Leonel Coelho

Decorreu esta 6ª feira, dia 27 de Dezembro de 2019, na “FAVO” – Fábrica de Artes Visuais e Ofícios –, situada no antigo Mercado Municipal de Alhos Vedros, um evento que encerrava dois objectivos: o primeiro, celebrar o 86º aniversário do nosso camarada Leonel Coelho e, o segundo, tão importante quanto aquele, tornar público o seu mais recente livro “Sete Fôlegos”.
 
IMG 1733Uma sala a abarrotar de amigos, camaradas e admiradores de Leonel Coelho que quiseram assim homenagear o poeta, o associativista, o exemplo de militância em prol da cultura e do bem estar dos operários e trabalhadores do concelho da Moita e da freguesia de Alhos Vedros.
 
Uma homenagem mais do que merecida a um homem cujo nome e obra se fundem com a história  de Alhos Vedros, como muito bem foi assinalado na sessão. Responsável pela  mais antiga Feira do Livro do mundo, pela Biblioteca, um dos principais animadores da Associação Musical e Recreativa 8 de Janeiro, este prestigiado militante anti-fascista é reconhecido e estimado como líder da população naquele concelho.
 
O nosso camarada Leonel Coelho aproveitou a ocasião para divulgar o seu novo livro “Sete Fôlegos”. Com uma escrita acessível, o poeta cria uma dinâmica discursiva intensa que nos remete para autênticos quadros, retalhos pintados de memórias de gente humilde e de trabalho, mas com força e esperança na transformação de um mundo que lhe é madrasto.
 
Homem intenso, poeta “desassossegado” foi  dando aos presentes na homenagem à sua vida e obra, a boa nova de que, como para ele “escrever é uma compulsão”, já estavam na forja novas palavras, novos poemas e contos para, uma vez mais, nos maravilhar.

Para já, não resistimos a transcrever uma pequena passagem desta sua última obra, "Sete Fôlegos":

(...) "Deslumbrado o poeta, reencontra-se com as margens de um regato que já não corre e com o odor penetrante das saborosas maçãs camoesas.
Então desata o saco do tempo, enfronha-se nele e, aconchegado a carinhos com lonjuras sempre presentes, descobre-se, interroga-se.
Depois o poeta pergunta aqui mesmo e responde a si próprio. Porquê?
          Está nu o poeta, sem bolsos ou facas.
Ele é o pé metido naquela peúga/saco.
Então o poeta sonha. Embarca numa jangada de papel e vai começar tudo de novo, quase feliz, cercado de dores suas e alheias." (...)

28Dez2019

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