CULTURA

A Revolução Chegou

A Revolução Chegou*

Ousai ou sai

Ousai lutar combater proliferar amar vencer acreditar desafiar.

Ou sai de cena. Do altar. Do poder. Das vestes do reboque.

E cá vamos sem rei nem roque, só lei a reboque. Vai quem quer porque quem ousa fica com a poesia essa ninguém me rouba nem uma cobra me cobra.

Se disfarçares será farsa. Se alcançares voarás como a garça.

Vem daí vai soar o arraial.

Vem lutar e combater tal e qual pedra e cal.

Chega de brandura passividade plasticidade e virtualismo.

Ousai a revolução que anda de mão em mão.

Atrapalha quem à trapaça calha.

Atrapalha quem falha na conduta.

A revolução junta quem é filho da luta, abraça quem crê na conquista e augura uma nova terra à vista.

A revolução atiça quem não sabe porque é subserviente da ditadura económica.

Agita quem é fantoche deste circo. Deste deboche de estado em péssimo estado. Atinge quem menos tem. Os precários de injustiça vários.

Uns passam de coche no seu egoísmo. Outros pé ante pé no seu silogismo.

Outros nem sabem porque a educação e a saúde ficaram e ficam aquém.. das expectativas vivas dos trabalhadores, que cheios de dores e calejados suportam ao peito e às costas os pseudo conceito com bosta nas palavras de ordem sem ordem nem freio nem recreio sem arranque nem tanque sem causas nem pausas.

Até breve esta dura fura greve.

A revolução chegou meus camaradas. Disso não há dúvidas. Há muito que se esperava. Podem dizer que leram num livro escrito por um operário, ouviram de um pescador que foi segredado por uma andorinha ou sentiram na utopia, essa tão à revelia. O canto da verdadeira cotovia chegou. O pranto da falsa acalmia acabou. A revolução trouxe filhos e avós. Trouxe milho para todos. Voz para todos.

Ousai e fica, ou sai.

* Título da redacção

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