CORRESPONDÊNCIAS

Trabalhadores e reformados da CP em luta contra o corte de direitos conquistados - Um exemplo a seguir

(do nosso correspondente na CP)

Teve ontem lugar mais uma jornada de luta dos trabalhadores ferroviários, no activo e reformados, e respectivas famílias. As concentrações foram realizadas nas principais Estações Ferroviárias: Porto-Campanhã, Coimbra-B, Entroncamento, Barreiro e Faro e ainda Administração da CP em Lisboa. Em todos os locais houve centenas daqueles trabalhadores e familiares a manifestarem a sua repulsa pelo ataque que lhes está a ser movido pelo Governo e pela Administração da CP, já moribunda e putrefacta, pois há dois anos que está para ser substituída. Esses ataques consubstanciam-se em retirar direitos, conquistados com a abnegação de sucessivas gerações de trabalhadores, destruir a componente social e o serviço público de transportes. O mais recente ataque, a retirada pura e simples das concessões de transporte para trabalhadores e familiares, que sempre constituíram uma componente salarial, e para a qual eram necessários 25 anos de trabalho para que fossem completamente gratuitas na altura da reforma, demonstra bem o carácter oportunista desta administração, pois fez sair essa comunicação pela calada da noite do dia 31 de Janeiro, último dia em que estaria em funções.A revolta que se apoderou dos ferroviários fez já recuar os intentos mais vorazes da administração para um pagamento de 50% do valor total do título de viagem. Esta medida não tem qualquer encargo para a empresa, apenas serve para tentar fazer vergar a cerviz aos trabalhadores.

A resposta dada hoje, com alguns cortes de linha simbólicos de várias Estações, demonstrou que aquela medida não passará e se a administração já recuou, terá de recuar até à reposição de toda a legalidade.

O passo seguinte deve ser o de exigir a revogação aquela medida celerada e inconstitucional, por violação de vários artigos da Constituição nomeadamente o 2º, 5º e 56º. Mas aqui a luta tem de ser contra este governo fascista, não devemos ter medo de encetar lutas em campo mais político, pois é com a política que eles nos atacam. E essa luta deve abranger também a exigência da destituição deste governo e a formação de um outro que tenha um programa Democrático Patriótico e que comece logo por pôr em funcionamento a economia do País e um serviço de transporte ao serviço do povo.


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